segunda-feira, 14 de novembro de 2011

MINHA SAGA PARA ESTUDAR NO CEFET/MG – FORMAÇÃO PROFISSIONAL E DO CIDADÃO

Muito mais que formar técnicos com excelência no trabalho, os professores daquela turma do curso técnico em transportes e trânsito de 2002 possuía professores interessados em formar cidadãos, entre as aulas teóricas e as explanações de cada professor sempre vinham comentários sobre politica, sobre situações do cotidiano que vivemos, porque o curso de trânsito é isso, é uma relação de convivência, um motorista que é realmente profissional sabe respeitar e conhece bem as normas de trânsito, limites de velocidade e de tolerância e de ajuda ao próximo pois em caso de acidentes é importante a relação de humanismo da pessoa para ajudar no socorro aos feridos e a prevenção de acidentes passa muito pela nossa ética cidadã e alguns de nossos professores discutiam bem isso em especial destaco aqui três, os professores Sérgio Ribeiro, Antônio Prata, e Santelmo, três excelentes profissionais que lembrarei pelo resto de minha vida que foram os principais motivadores de nossa turma, profissionais com excelência e com “filem” para dar aula, pois passando hoje por faculdades tenho encontrado com professores que estão ali apenas pelo dinheiro, são mestres e doutores, mas sabem apenas para si, não sabem repassar o conteúdo, não tem meios de didática suficiente, não tem interesse em saber se o aluno entendeu ou não e já vai pulando o conteúdo, no curso de logística da PUC/MINAS onde estudei a pouco tempo vi metade da turma desistir por conta de arrogância de alguns professores, e no Cefet não era assim, a escola oferecia meios e os professores utilizavam, fora a criatividade, alguns eram mais que professores, eram amigos, ainda no segundo módulo do curso de transportes eu estava no fim do terceiro ano do ensino médio no Maurição, fiquei em estudos autônomos e a professora Silvia vendo minha tristeza e dedicação nos estudos me ajudou com uma sobrinha que se dispôs a me dar aulas particulares gratuitas para passar na prova, coisa que eu nunca poderia esperar de um professor aconteceu, a tão esperada ajuda, isso na época me marcou muito e me deu muita motivação para continuar no curso, nesta época o dinheiro da minha rescisão no trabalho de servente já havia acabado e já enfrentava dificuldades, lembro que na época a professora Silvia me deu R$20,00 do seu próprio bolso para me ajudar a pagar a passagem, pois ela sabia das minhas dificuldades.
A relação dos alunos da nossa turma com alguns professores era de amizade, pois estes realmente tinha o interesse em nosso futuro e muito mais do que estar ali pelos autos salários que o Cefet paga, eles estavam ali para nos formar como cidadãos.
Hoje depois de formado no Cefet já passei por três instituições de ensino superior e não encontrei profissionais iguais! O que vejo hoje é professores chegando correndo em salas de aula pois são aulas em vários cursos diferentes de cada instituição, saem da mesma forma que chegou, mal conversão com os alunos, dão aulas em slides ou apostilas e sufocam os alunos de trabalhos acadêmicos e não querem nem saber se eles possuem tempo ou não, muitos alunos por sua vez copiam trabalho da internet e levam o Curso na brincadeira ou não dão a atenção necessária aos estudos uma vez que esses possuem várias atividades e os levam a faltar as aulas e a não ter como fazer a infinidade enorme de trabalhos a que são submetidos, em aulas extremamente teóricas envolvendo ciências exatas professores embolam as falas e não possuem metodologia para repassar a matéria, nisso aqueles que dominam a matemática se dão bem e os que tem dificuldade se ferram.
Nas escolas públicas onde passei a situação é pior ainda, muitos professores se quer davam explicação da matéria, mandava ler os livros e fazer resumos, em Minas todos os anos é a mesma história, sempre greves longas que só prejudicam os estudantes, as reposições são uma mentira, nunca as aulas são repostas totalmente e semestres ficavam sempre prejudicados.
Concluindo então, o Cefet foi diferente disso mesmo com uma greve longa que tivemos em 2002, todo o calendário foi reposto e com muita responsabilidade e dedicação dos professores de nosso Curso.

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