Em minha oitava internação em 8 anos, mais uma vez estou
aqui recluso em um hospital sem poder passear, resolver meus problemas, cuidar
dos meus afazeres e do meu filho, hoje 30 de Novembro de 2014 faz 12 dias que
estou internado no Hospital Vila da Serra mais uma vez com suspeita de
pericardite, em 2006 tive uma pericardite, uma inflamação de uma membrana que
cobre o Coração, que aconteceu após um vírus da gripe alojar no meu pericárdio,
houve uma inflamação que além de me provocar dores tremendas, pressão alta,
ainda me causou arritmias e princípios de infarto, foram longos 6 meses na
minha primeira internação no Hospital Julia Kubstichek no Bairro Milionários em
BH,após esse episódio tive ao longo desses anos todas essas internações citadas
acima, a última agora, só que meus exames deram todos negativos para
pericardite da terceira internação hospitalar até essa, o que me mantém
internado são as fortes dores precordiais acompanhadas de cansaço físico
extremo e alterações de pressão arterial, mas mesmo com a ressonância feita
ontem dia 28/10/2014 nada foi descoberto sobre a causa de tanta dor dolorosa
que me acomete,pior que as dores, as arritmias e as alterações pressoriais a
ausência de pessoas para me ajudar me deixam mais abatido, as primeiras 4
internações se não fossem os amigos teria passado um “perrengue danado”, pois
sem visitas no hospital ou acompanhante, não há quem possa por exemplo me trazer
produtos de higiene, roupas e ajuda quando estou impossibilitado de andar,
tenho uma mãe e duas irmãs que nessas internações se tiverem me visitado umas 4
vezes no máximo é muita coisa, nunca pude contar com elas, parece até que elas
não se importam comigo apesar de dizerem o contrário, a falta delas mais
presente ao meu lado nesses momentos de angústia me deixam profundamente
abatido, pois todas as vezes que elas me chamam para algo na maioria das vezes
eu vou, mas quando preciso se ausentam. Quem me ajuda nos últimos 6 anos é
minha esposa Sueli apesar de reclamar das poucas visitas que ela me faz, mas
está presente.
Esse ano a internação tem sido mais dolorosa pela falta de
meu filho, pois estávamos acostumados um com o outro, nesses 7 meses de vida
dele sempre fui um pai muito presente, ele é meu xodó, a quem trabalho dia e
noite para cuidar e fazer dele um homem como eu, honesto, honrado e
trabalhador, minhas preocupações são de que ele tenha uma boa saúde, educação e
base familiar forte para que quando cresça saiba escolher um bom caminho para
sua vida, que saiba escolher seus laços de amizade, que seja estudioso e
trabalhador e nessa fase da vida dele que ele ainda é um bebê, ele sente minha
falta por não me ver durante todos esses dias e eu também sinto muita falta
dele, a mãe trabalha em escala 12x36 e no dia que ela está de folga ela quem
cuida dele, mas no dia da escala dela eu era quem cuidava dele, mas agora ele
tem passado de mão em mão pois não encontramos uma pessoa fixa para cuidar dele,isso
é ruim e vagas em creche aqui na grande BH só com indicação politica, minha
alta parece estar próxima e não vejo a hora de pega-lo no colo e aproveitar
essa melhor idade de nossos filhos, pois sabemos que mesmo antes da
adolescência as crianças de hoje já se tornam independentes e dão cada vez
menos valor e atenção aos pais.