Na Minha Vida sempre eu quis ser útil
na sociedade, na minha infância e adolescencia ficar em casa não
era nada parecido comigo.
Em 2003 quando eu ainda vivia os anos
mágicos da minha vida estudando no Cefet com aquela turma
maravilhosa do Curso de Transportes e Trânsito de 2002, fiquei
sensibilizado com a situação caótica do trânsito Brasileiro, que
todos os anos mata mais que muita guerra pelo mundo, o Brasileiro
adora carro mas faz do veiculo uma arma mortal ao desrespeitar as
leis, os limites de velocidade e sinalização e a combinação
fatal bebida alcoólica e combustível
Naqueles anos de estudo no cefet, nossa
coordenação de curso, buscava muitos eventos para nossa turma
participar, e o primeiro evento em 2002 que participamos foi o fórum
volvo de segurança no Trânsito, foi um evento luxuoso e bem
organizado que me fez navegar pelo mundo da fantasia, criar muitas
expectativas positivas a respeito do curso e querer entrar
profundamente nesse mundo dos Transportes e do Trânsito, foi apartir
desse dia que resolvi criar o projeto Trânsito na Faixa, um projeto
idealista de educação para o Trânsito que visava principalmente o
ensino de comportamento no Trânsito nas Escolas com campanhas
educativas através de Teatros e Videos, palestras e distribuição
de material educativo e para manter mais ainda esta minha ideia
idealista, nesse mesmo ano de 2002, eu e algumas pessoas da turma
participamos no DETRAN de Minas Gerais de um Curso de Formação para
atividades educativas no Trânsito, cheguei até a inscrever meu
projeto idealista no prêmio Volvo de Segurança no Trânsito de
2003.
Mas sem patrocinadores, e apoiado por
poucos colegas o Projeto não foi muito a frente, mas até hoje tenho
guardado comigo o estatuto do projeto em casa, bem como uma carta que
fiz para convidar os colegas da Turma de Transportes e Trânsito para
participar comigo do Projeto, por isso no próximo post desse blog
trago um trecho dessa carta e uma pequena estória que criei a fim de
sensibilizar meus colegas a participar do Projeto Trânsito na Faixa.
SONHO DE CONSUMO
Certa vez existia numa cidade dois
jovens de futuro muito promissor, viviam unidos como irmãos, um
Chamava-se Sérgio e o outro Cláudio.
Os dois conviveram juntos desde
criança, erma unidos como irmãos, frequentavam todos os lugares
juntos, tinham os mesmos sonhos e pensamentos, todos dois sonhavam em
ser piloto de fórmula um,pois eram apaixonados por carro e pela
velocidade.
Eis que Sérgio tinha um pai bem
sucedido financeiramente e o seu pai o presenteou quando completou 18
anos com um carro, mas não era um carro comum, era um super carro,
do jeito que Sérgio sempre sonhava, bonito, veloz e com um bom
arranque de partida e possante pois alcançava fácil os 250 Km em
uma reta. Sérgio fazia daquele carro um deus tamanha era sua
obsessão pelo veiculo, era seu Sonho de Consumo, queria andar pela
estrada, usar o veiculo para atrair namoradas, passou a então a
esquecer do amigo Cláudio que até tentava falar com Sérgio mas
este queria apenas ficar exibindo seu carro e vivia correndo pelas
ruas da Cidade. Sérgio já nem cuidava mais de si mesmo, era o único
na cidade que tinha aquele modelo de carro e quando não estava a
correr pelas ruas estava lustrando o carro.
Sérgio se sentia o tal com aquele
Carro, sentia-se acima de tudo e de todos quando estava dentro de um
carro.
Em um desses dias pela manhã Sérgio
estava dando voltas de carro, resolveu testar se seu carro passava
realmente dos 200km por Hora e passou dos limites de velocidade da
via que eram de 60 km/h, pegou a maior rua reta que ficava no centro
da cidade e começou a acelerar e para alcançar a velocidade total
do veiculo começou a ultrapassar os sinais de trânsito em vermelho
e já no final da reta ao desviar de uma pessoa que atravessava a
rua, perdeu o controle da direção e subiu no passeio e pronto...
Sofreu um grave acidente e acordou
tempos depois em um hospital e não lembrava mais de nada por ter
batido a cabeça. Mas o pior ainda estava por vir, quando foi
liberado do hospital já em casa foi que sua mãe lhe deu uma noticia
ruim que jamais Sérgio esqueceria. Ao desviar da pessoa que
atravessava a rua Sérgio subiu no passeio destruiu uma loja e
naquela fatidiga manhã Cláudio tinha ido a padaria comprar pães
para o café da manhã e quando o mesmo voltava da padaria e andava
pelo passeio de pedestres um carro em alta velocidade subiu o passeio
e o atingiu, ele chegou a olhar para trás mas já era tarde de mais,
não havia mais tempo suficiente para correr e sair fora do carro
desgovernado, não houve tempo para socorrê-lo, ele faleceu ali
mesmo no local.
Sérgio quando soube da noticia ficou
estático, não sabia o que dizer, pois acabara de saber que matou o
próprio amigo que convivia como irmãos, naquele momento passou
muita coisa pela cabeça de Sérgio, até o remoço porque depois
que ganhou o carro novo havia abandonado o velho amigo, e só pensava
naquele carro.
Agora havia perdido o Carro, as
mulheres que rodeavam o mesmo por causa de carro e o amigo e irmão.
Você pode até achar essa estória um
pouco dramática demais, mas a realidade é muito pior e dura para
muitas famílias Brasileiras e estórias como essa que foi apenas um
conto criado por mim, se transforam todos os dias em histórias e
todos os anos 30 mil vidas se perdem no trânsito sem
responsabilidade do Brasil, apoiado por leis que não são cumpridas
graças a ministros interpretencionistas do nosso supremo tribunal,
mas é como diz o titulo dessa estória “ SONHO DE CONSUMO”,
Sérgio havia se esquecido do amigo, perdeu os valores éticos e
morais, e acabou ocasionando um acidente que vitimou uma pessoa que
fazia parte de sua vida.
Atualmente na nossa sociedade
consumista, valores como a educação e amor ao próximo são coisas
do passado, cujo o qual as pessoas que ainda preservam esses valores
precisam resgatá-los, antes que o homem destrua-se por si próprio,
e o momento que vivemos atualmente de anarquismo, individualismo e
desrespeito as leis e ao próximo está nos levando para esse rumo
sem volta, veja o exemplo da destruição das florestas, da camada de
ozônio, a destruição dos recursos naturais não renováveis, tudo
isso me leva a pensar numa destruição da humanidade pior que da era
jurássica.