sábado, 24 de dezembro de 2011

Abra espaço para Jesus

Imagine que é seu aniversário e seus amigos e familiares decidiram preparar-lhe uma grande festa. Não apenas uma simples festa, mas uma mega festa. Todo mundo sabe que a festa é pra você. Há presentes em abundância e o maior bolo do mundo. Seu nome aparece em letreiros luminosos na frente da casa. Suas fotos estão em exposição por toda parte. Canções com o seu nome inundam o ambiente.

Só há um pequeno problema: na sua mega festa de aniversário, simplesmente esqueceram de convidá-lo. A princípio, você acha que houve algum engano. Você sabe todos querem que você esteja lá, mas quando se aproxima da festa, a música é tão alta e todo mundo está tão ocupado que ninguém lhe abre a porta, mesmo você insistindo em bater muito. De repente, você percebe que algumas pessoas notaram sua presença e passaram a murmurar entre si, mas logo voltaram às suas conversas, sem parar para permitir que você entre. Elas decidiram simplesmente ignorá-lo, esperando apenas que você se canse de bater e vá embora.

O Natal tornou-se assim para a maioria das pessoas hoje em dia. Elas instalam suas luzes, decoram seus pinheiros, escutam suas músicas natalinas, andam de um lado para o outro comprando presentes para amigos e familiares, mas quantas têm realmente tempo para Jesus? Muitas vezes esquecemos de dar o devido espaço para Ele em nossas programações.

Neste Natal, você vai dar espaço para as coisas de Deus? Mesmo os cristãos podem se tornar tão ocupados que se esquecem de Jesus. Há espaço em sua vida para Ele?

FELIZ NATAL!!!!

mensagens de reflexão para natal e ano novo
Ei, você, aonde vai com tanta pressa?

Eu sei que você tem pouco tempo...

Mas, será que poderia me dar uns minutos da sua atenção?

Percebo que há muita gente nas ruas, correndo como você.

Para onde vão todos?

Os shoppings estão lotados...

Crianças são arrastadas por pais apressados, em meio ao torvelinho...

Há uma correria generalizada...

Alimentos e bebidas são armazenados...

E os presentes, então? São tantos a providenciar...

Entendo que você tenha pouco tempo.

Mas, qual é o motivo dessa correria?

Percebo, também, luzes enfeitando vitrines, ruas, casas, árvores...

Mas, confesso que vejo pouco brilho nos olhares...

Poucos sorrisos afáveis, pouca paciência para uma conversa fraternal...

É bonito ver luzes, cores, fartura...

Mas seria tão belo ver sorrisos francos...

Apertos de mãos demorados...

Abraços de ternura...

Mais gratidão...

Mais carinho...

Mais compaixão...

Talvez você nunca tenha notado que há pessoas que oferecem presentes por mero interesse...

Que há abraços frios e calculistas...

Que familiares se odeiam, sem a mínima disposição para a reconciliação.

Mas, porque você me emprestou uns minutos do seu precioso tempo, gostaria de lhe perguntar novamente: Para que tanta correria?

Em meio à agitação, sentado no meio-fio, um mendigo, ébrio, grita bem alto: Viva Jesus. Feliz Natal!

E os sóbrios comentam: É louco!

E a cidade se prepara... Será Natal.

Mas, para você que ainda tem tempo de meditar sobre o verdadeiro significado do Natal, ouso dizer:

O Natal não é apenas uma data festiva, é um modo de viver.

O Natal é a expressão da caridade...

E quem vive sem caridade desconhece o encanto do mar que incessantemente acaricia a praia, num vai-e-vem constante...

Natal é fraternidade...

E a vida sem fraternidade é como um rio sem leito, uma noite sem luar, uma criança sem sorriso, uma estrela sem luz.

Mas o Natal também é união...

E a vida sem união é como um barco furado, um pássaro de asas quebradas, um navegante perdido no oceano sem fim.

E, finalmente, o Natal é pura expressão de amor...

E a vida sem amor é desabilitada para a paz, porque em sua intimidade não sopra a brisa suave do amanhecer, nem se percebe o cenário multicolorido do crepúsculo.

Viver sem a paz é como navegar sem bússola em noite escura... É desconhecer os caminhos que enaltecem a alma e dão sentido à vida.

Enfim, a vida sem amor... Bem, a vida sem amor é mera ilusão.

Que este Natal seja, para você, mais que festas e troca de presentes...

Que possa ser um marco definitivo no seu modo de viver, conforme o modelo trazido pelo notável Mestre, cuja passagem na Terra deu origem ao Natal...

terça-feira, 29 de novembro de 2011

MINHA SAGA PARA ESTUDAR NO CEFET/MG – O ESTÁGIO

Quem teve a oportunidade de ler todo o meu blog sabe de todas as dificuldades que passei e que ainda passo nessa vida. Sabe das dificuldades que tive para me formar na escola técnica, mas todo o esforço foi de grande valia para minha vida principalmente pelo o enriquecimento que o Cefet/MG me trouxe como ser humano, aprendi e muito dar mais valor a muita coisa na vida.

Naquela época eu era apenas um “oreia seca” e sem experiência profissional e com mercado de trabalho que só aceitava as pessoas pelo “Q.I (quem indica)” eu estava fardado a ganhar salário mínimo e trabalhar com servente de pedreiro para o resto da vida, não que esta seje uma profissão indigna, mas porque eu possuía um enorme potencial que nesta profissão eu não iria aproveitar.
Estudar sobre toda a cadeia de transporte, conhecer sobre todos os modais, transporte de carga, transporte de passageiros, estudar e aprofundar o C.T.B, transporte sobre trilhos, superestrutura viária, solos, materiais, era para mim algo espetacular.
Desculpe-me o “LULA” mas vou usar o bordão dele, “nunca antes na história desse país” um curso técnico deu tanto conhecimento sobre tantos assuntos a um aluno como deu para mim e me arrisco dizer sem nenhuma dúvida o Curso Técnico de Transportes e Trânsito do Cefet/MG deixa qualquer curso superior de tecnologia voltado para esta área de qualquer faculdade do Brasil no bolso.
Aliás um dos desejos da coordenação do curso na época que eu estudei no Cefet/MG era transformar este curso em um curso tecnológico e que por falta de um ministro da educação de verdade até hoje não transformou essa instituição centenária de Minas em uma universidade tecnológica como é o desejo dos professores.
O Cefet/MG proporcionou tantas oportunidades que já no segundo módulo do curso, equivalente ao segundo periodo de uma faculdade tecnológica eu já havia conseguido um estágio que foi tão maravilhoso quanto o curso.
Meu primeiro estágio foi na Prefeitura Municipal de Ibirité e não foi fácil, tudo na minha vida tem dificuldade, até parece que para a conseguir as mesmas coisas e os mesmos processos dos outros seres humanos. Sou fudido e sempre algo tem que aparecer para me abater e frustrar meus planos e sonhos, sempre tem algo ou alguém tentando me derrotar e/ou derrubar; as vezes consegue e as vezes não, pois as vezes consigo anjos em forma de pessoas para me ajudar, nesse caso a dona Edith funcionária da Biblioteca de Ibirité onde eu estudava foi o elo que me levou até o secretário de Meio Ambiente Cleiber Ciolleti, ele me deixou ficar de estagiário na sua secretária que por coincidência era a responsável pelo departamento de Transporte e Trânsito na cidade área a qual eu estava em formação e me deixou livre para o aprendizado me deu acesso a todos os processos da secretaria e ainda na parte de obras, editais e etc. Sem falar dos excelentes monitores de estágio que tive, os engenheiros Brusque e Janaina que detinham alto conhecimento técnico e repassava a mim de uma forma eficaz enorme e ainda o senhor serafim que tinha muito conhecimento no sistema de transporte da cidade, aos poucos o conhecimento e a minha iniciativa na aprendizagem foi fazendo com que eu passasse a tomar conta em muitos processos do transporte da cidade e pude me tornar um técnico de transporte por excelência.
Sendo assim elaborei meu trabalho final sobre o transporte p[público da cidade e pude enfim realizar meu sonho de ser um técnico e um profissional do Transporte e do Trânsito.

MINHA SAGA PARA ESTUDAR NO CEFET/MG – PROBLEMAS COM A MATEMÁTICA

A grade curricular do Curso de Transportes e Trânsito do Cefet/MG é muito pesada no que diz respeito a matemática disciplinas como estatística, cálculo, topografia e projetos estão na base do primeiro módulo do curso e o fato é de que nunca fui bom com os números é uma relação de amor e ódio que vem desde o inicio dos meus estudos, as únicas reprovações que tive no ensino fundamental foi por conta da matemática, no terceiro ano do ensino médio fiquei de estudos autônomos que é a famosa dependência de matéria justamente em matemática, em concursos públicos meu grande problema é a matemática.

E no primeiro módulo do curso não foi diferente fiquei devendo duas disciplinas de cálculo que foi topografia e calculo básico, o medo de ser jubilado do curso foi grande ficava dia e noite estudando para aprender a matéria e no Cefet nada era empurrado com a barriga, com nossos professores você sabia ou não sabia, não adiantava tentar negociar com professor e para mim é assim que tem quiser, e ao mesmo tempo o professor tem que ser atencioso e tirar a dúvida do aluno e foi aí que conheci a professora Silvia que lecionava a disciplina de projetos, super atenciosa e mesmo fora do horário de aula se prontificava em tirar dúvidas e ensinar seus alunos é a excelência profissional que eu não tinha visto antes em nenhum professor do ensino fundamental ou médio.
Com a mesma determinação que eu tinha para frequentar as aulas eu tive para esforçar e atingir as notas nas matérias graças não somente ao meu empenho mas também a esta ajuda dos professores de nosso curso

MINHA SAGARA PARA ESTUDAR NO CEFET/MG – DETERMINAÇÃO

Quando fiz meus 18 anos de idade, o mercado de trabalho não era tão bom para jovens sem experiência profissional como eu, quando optei iluminadamente por fazer um curso técnico para entrar no mercado de trabalho tracei aquilo como objetivo ao qual teria de cumprir, como já disse antes nas outras postagens eu ainda estava concluindo o ensino médio e esse período maior de estudos era incompatível com trabalho, como eu acabara de sair de um trabalho de servente de pedreiro, a grana da rescisão foi suficiente para bancar estudos durante 06 meses.

Se você que Lê agora esta postagem tiver a oportunidade de ler todo o meu blog vera que ao longo de minha vida tive vários sonhos e que a grande maioria foi frustrado por algo do destino e o Cefet foi o grande sonho daquele momento para minha vida, algo que iria me ajudar para a vida toda, eu sabia que meu futuro profissional e financeiro passava por ali, ter uma formação técnica me daria dignidade e salário justo que me desse condições de ter minhas coisas e por passar por tudo que passei na minha vida até aquele momento eu sabia que não seria fácil.
Meu primeiro grande desafio para estudar no Cefet era as condições financeiras, sem poder trabalhar porque eu estava concluindo o ensino médio a tarde e cursava o técnico pela noite eu dependeria de alguém, nessas horas sempre a gente apela para família, minha mãe biológica até que poderia ajudar mas sempre se queixou de sua vida financeira e até que tentei pedir ajuda a ela para me ajudar com as passagens mas negou, tentei dinheiro com todos os meus tios e apenas minha tia helena se prontificou em me ajudar ela sabia que o Cefet era uma escola renomada e que poderia me dar algum futuro e me ajudava com as passagens, Mas mesmo assim não era suficiente, as vezes minha avó também ajudava e bastante, mas eu tinha que pagar material no Cefet e ainda pagar a passagem então para não parar de estudar tive que fazer um esforço a mais, foi quando em uma atitude desesperada para não desistir do Curso Técnico em Transportes decidi ir a pé da Cidade de Ibirité até o Cefet-MG em BH, o Bairro que eu Morava fica cerca de 50 km de distância do Cefet-MG, isso significa que eu tinha que sair de casa as 13:00hs para poder chegar no Cefet as 19:00hs, era muito cansativo além de ter de enfrentar o Trânsito, sol forte e chuva era super cansativo, foi assim por mais de 03 meses até que eu consegui ajuda.
Sempre que tinha trabalhos tanto do ensino médio quanto da escola técnica eu ia até a Biblioteca Municipal de Ibirité para estudar, era um local aconchegante e com natureza e silêncio, ambiente perfeito para estudar, além de fontes riquíssimas de pesquisa que possuía no local, tinha semana que eu ia na biblioteca de Ibirité de segunda a sexta-feira, isso fez com que eu acabasse pegando amizade com os bibliotecários que me conheciam pela rotina de estar ali, e foi através de uma das Bliotecárias a dona Edith, que me possibilitou conhecer o senhor Cleiber Ciolleti então secretário de meio ambiente da cidade, a secretária de meio ambiente era também responsável pela área de transporte e trânsito do município, e o senhor Cleiber me conseguiu um estágio inicialmente não remunerado para poder estudar, nesse estágio ele me fornecia vales transporte e esses vales foram de grande valia para que eu pudesse continuar meus estudos e não precisar ir mais a pé para a escola técnica. Também nessa época consegui uma bolsa da secretária de assistência social do Cefet que também me fornecia vales e com isso meu primeiro problema foi solucionado, mas aqueles três meses debaixo de sol e chuva e de grande caminhada marcou muito minha vida, pois nunca me senti tão determinado naquela época, a empolgação com os estudos, com a escola, o ambiente, os colegas de turma, tudo aquilo que estava vivendo me dava motivação para prosseguir nos estudos.

MINHA SAGA PARAV ESTUDAR NO CEFET/MG – O CURSO TÉCNICO EM TRANSPORTES

Para mim o sucesso de uma instituição de educação passa muito pela qualificação de seus profissionais e quando falo em qualificação não falo de que graduação o professor possui, se tem mestrado, doutorado ou PMI... não, não estou falando disso mas estou falando de sua história de ensino, sua metodologia didática e quando estudei no Cefet isso era o diferencial, em toda a coordenação de estradas tinha profissionais de muitos anos de chão e aliado a isso o curso aliava a teoria a prática.
A grade curricular do curso de transportes era assim uma coisa fantástica, que levava ao aluno a aprofundar em todos os sistemas de transporte rodoviário, ferroviário, aquaviário dutoviário e aéreo e aliado a isso tínhamos muitas visitas técnicas onde podemos ver a prática daquilo que aprendemos em sala de aula, e tudo isso principalmente graças ao professor prata que corria atrás dessas visitas, nunca nem antes e nem depois de fazer este curso tive a oportunidade de ver um profissional do sistema de educação tão engajado em um projeto que beneficiava diretamente no aprendizado de seus estudantes.
Eu sentia a grande maioria da turma em sintonia com as matérias pois eles viam a movimentação do professor prata e seu interesse pelo nosso aprendizado, é isso que falta nas faculdades de hoje, não foi poucos os professores que tive na faculdade que chegava em sala e começava a ler islides e a falar e a falar sem interesse algum em saber se o efeito da mensagem que ele passava realmente acontecia, a impressão que tenho as vezes é que a grande maioria desses profissionais nem preparam as aulas, apenas copiam de semestres anteriores o conteúdo, pois além de dar aula no período noturno ainda exercem outra atividade durante o dia.
Tendo então experimentado essas duas filosofias de ensino, é que elogio o sistema de ensino que tive em meu curso técnico no Cefet, um dos motivos da excelência de ensino que tive é que tive aula com profissionais de carreira e que realmente trabalham no ramo.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

MINHA SAGA PARA ESTUDAR NO CEFET/MG – FORMAÇÃO PROFISSIONAL E DO CIDADÃO

Muito mais que formar técnicos com excelência no trabalho, os professores daquela turma do curso técnico em transportes e trânsito de 2002 possuía professores interessados em formar cidadãos, entre as aulas teóricas e as explanações de cada professor sempre vinham comentários sobre politica, sobre situações do cotidiano que vivemos, porque o curso de trânsito é isso, é uma relação de convivência, um motorista que é realmente profissional sabe respeitar e conhece bem as normas de trânsito, limites de velocidade e de tolerância e de ajuda ao próximo pois em caso de acidentes é importante a relação de humanismo da pessoa para ajudar no socorro aos feridos e a prevenção de acidentes passa muito pela nossa ética cidadã e alguns de nossos professores discutiam bem isso em especial destaco aqui três, os professores Sérgio Ribeiro, Antônio Prata, e Santelmo, três excelentes profissionais que lembrarei pelo resto de minha vida que foram os principais motivadores de nossa turma, profissionais com excelência e com “filem” para dar aula, pois passando hoje por faculdades tenho encontrado com professores que estão ali apenas pelo dinheiro, são mestres e doutores, mas sabem apenas para si, não sabem repassar o conteúdo, não tem meios de didática suficiente, não tem interesse em saber se o aluno entendeu ou não e já vai pulando o conteúdo, no curso de logística da PUC/MINAS onde estudei a pouco tempo vi metade da turma desistir por conta de arrogância de alguns professores, e no Cefet não era assim, a escola oferecia meios e os professores utilizavam, fora a criatividade, alguns eram mais que professores, eram amigos, ainda no segundo módulo do curso de transportes eu estava no fim do terceiro ano do ensino médio no Maurição, fiquei em estudos autônomos e a professora Silvia vendo minha tristeza e dedicação nos estudos me ajudou com uma sobrinha que se dispôs a me dar aulas particulares gratuitas para passar na prova, coisa que eu nunca poderia esperar de um professor aconteceu, a tão esperada ajuda, isso na época me marcou muito e me deu muita motivação para continuar no curso, nesta época o dinheiro da minha rescisão no trabalho de servente já havia acabado e já enfrentava dificuldades, lembro que na época a professora Silvia me deu R$20,00 do seu próprio bolso para me ajudar a pagar a passagem, pois ela sabia das minhas dificuldades.
A relação dos alunos da nossa turma com alguns professores era de amizade, pois estes realmente tinha o interesse em nosso futuro e muito mais do que estar ali pelos autos salários que o Cefet paga, eles estavam ali para nos formar como cidadãos.
Hoje depois de formado no Cefet já passei por três instituições de ensino superior e não encontrei profissionais iguais! O que vejo hoje é professores chegando correndo em salas de aula pois são aulas em vários cursos diferentes de cada instituição, saem da mesma forma que chegou, mal conversão com os alunos, dão aulas em slides ou apostilas e sufocam os alunos de trabalhos acadêmicos e não querem nem saber se eles possuem tempo ou não, muitos alunos por sua vez copiam trabalho da internet e levam o Curso na brincadeira ou não dão a atenção necessária aos estudos uma vez que esses possuem várias atividades e os levam a faltar as aulas e a não ter como fazer a infinidade enorme de trabalhos a que são submetidos, em aulas extremamente teóricas envolvendo ciências exatas professores embolam as falas e não possuem metodologia para repassar a matéria, nisso aqueles que dominam a matemática se dão bem e os que tem dificuldade se ferram.
Nas escolas públicas onde passei a situação é pior ainda, muitos professores se quer davam explicação da matéria, mandava ler os livros e fazer resumos, em Minas todos os anos é a mesma história, sempre greves longas que só prejudicam os estudantes, as reposições são uma mentira, nunca as aulas são repostas totalmente e semestres ficavam sempre prejudicados.
Concluindo então, o Cefet foi diferente disso mesmo com uma greve longa que tivemos em 2002, todo o calendário foi reposto e com muita responsabilidade e dedicação dos professores de nosso Curso.

domingo, 13 de novembro de 2011

MINHA SAGA PARA ESTUDAR NO CEFET/MG - FORMAÇÃO DE AMIZADES

Em toda minha vida estudantil sempre tive muitas dificuldades para amizades na escola, foram poucas e a grande maioria mais coleguismo mesmo, no ensino fundamental e médio só tinha amigos na hora dos trabalhos em grupo, muita gente queria fazer trabalho comigo só porque minhas apresentações eram boas e eu fazia quase todo trabalho sozinho.
No Cefet parecia que mais uma vez iria ser assim, mesmo tendo muita gente adulta e madura, tinha também muitos jovens na turma e não faltou aquela turma do fundão, mas no passar das aulas essa turma foi vendo que a coisa era séria e que professores que ali estavam não iriam passar o aluno de módulo de qualquer forma, isso contribuiu para que todos passassem a estudar e levar o curso a sério.
Nossa turma era formada por pessoas de varias cidades da Região Metropolitana de BH, alguns de cidades muito distante como Brumadinho e Caeté, só o custo do transporte desses alunos já era bastante elevado, isso mostrava o tamanho da dedicação e do interesse da formação da turma, na minha sala Tinha a Sueli de Brumadinho, o Jonathan de Vespasiano, o Maximiliano e o Wellington de Nova Lima e outros de Neves, Betim e Contagem e foi muito bacana, nos trabalhos em grupo sempre tinha a participação de todos, aquele interesse coletivo de fazer bons trabalhos, de trabalhar na divulgação do Curso, muita humildade, responsabilidade e respeito, coisa que eu via pouco nas escolas que estudei, estudei em colégios onde era pouquíssimo respeitado e no Cefet essa relação era reciproca e para mim isso era muito bom, me possibilitou cada vez mais interesse em estudar e fazer boas relações com aquele grupo que para mim foi inesquecível!

sábado, 12 de novembro de 2011

MINHA SAGA PARA ESTUDAR NO CEFET/MG - O FASCINIO

O CEFET-MG foi para mim algo assim surpreendente! Antes eu já havia feito duas provas de concurso público no prédio do campus I onde funciona a escola técnica e feito as duas prova do vestibular da instituição ali, mas ainda não conhecia todo o prédio.
Lembro-me bem do primeiro dia de aula, cheguei mais cedo naquele dia e fui conhecer a escola, o Campo de futebol enorme, o ginásio, o bosquinho, a Biblioteca, o auditório, a sala do Grêmio, o laboratório de mecânica e entre outras tantas coisas que ali tinha a disposição dos estudantes. Para mim que havia estudado apenas em escolas estaduais e municipais de Belo Horizonte foi algo novo e surpreendente estudar numa instituição tão grandiosa, o orçamento do Cefet na época era Maior que da cidade de Ibirité com seus 150 mil habitantes, carros, ônibus e vários campus, era motivo de orgulho para mim.
Na medida que fomos usufruindo dessa estrutura então fui ficando cada vez mais maravilhado, os livros técnicos disponíveis na Biblioteca, o laboratório de solos e de materiais, o laboratório de asfalto, o laboratório de projetos, assim fomos indo, todos os dias quando eu chegava à aula ficava a andar pelos imensos corredores do Cefet, as muitas salas diferentes, me deixava maravilhado. Até o Grêmio para mim era algo diferente. Nas escolas que fui participante do Grêmio Estudantil as salas era pequena e tínhamos que dividir com outras coisas, outra coisa que me chamou a atenção era o andar onde funcionava a diretoria um espaço enorme apenas para o presidente e diretores da instituição.

MINHA SAGA PARA ESTUDAR NO CEFET/MG – O PRIMEIRO DESAFIO

Quando entrei no Cefet-mg eu vivia a seguinte situação:
Eu Trabalhava como servente de dia e à noite estudava o terceiro ano do ensino médio no domingas, (colégio do estado que fica no bairro Independência em BH), entretanto o Curso que eu iria fazer era à noite, então eu teria que largar meu emprego de servente e ainda conseguir uma vaga para o terceiro ano do ensino médio durante o dia, a diretora do Colégio não conseguiu a vaga para mim durante o periodo matutino, fui então a três colégios estaduais conseguir a vaga, somente no terceiro que consegui, foi na escola Mauricio murgel que fica em frente ao própio Cefet na Avenida Amazonas no bairro nova suiça, durante o primeiro ano até que não tive muitas dificulades pois eu tinha o dinheiro da rescisão do meu trabalho como servente, mas eu sabia que ainda passaria por desafios, pois eu não sabia como bancar alimentação e transporte e ainda material de estudos, pois estava sem emprego e contar com minha avó e tios seria dificil.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

MINHA SAGA PARA ESTUDAR NO CEFET-MG – O SUCESSO NO PROCESSO DE SELEÇÃO

Estudar no Cefet-mg é uma verdadeira batalha para qualquer aluno de escola pública, entretanto algumas escolas públicas de Belo Horizonte possuem bom nível de ensino possibilitando que seus alunos possam competir em processos de seleção com um bom nível de qualificação.

Mas eu estudei em escolas onde professores fingiam que davam aula e alunos fingiam que estudavam, no Domingas por exemplo sempre havia falta de professores; no meu primeiro ano do ensino médio fomos ter professor de matemática quase na metade do ano, tivemos duas trocas de professor de biologia e quase no fim do ano a professora de química desistiu de dar aula prejudicando nossos estudos, fora ainda situação de greve que alunos da rede pública mineira tem que conviver todo ano e a reposição de aulas é uma verdadeira farsa, além disso alunos adoravam não ter aula, faziam festa quando o professor faltava e éramos liberados mais cedo das aulas, isso tudo leva a um processo de ensino cheio de lacunas, nos dois primeiros anos do ensino médio nunca conseguimos estudar todo conteúdo dos livros, para que então eu pudesse obter sucesso no processo de seleção do Cefet eu tinha que estudar sozinho e aprender muita matéria apenas pela leitura dos livros e outros materiais que eu tinha acesso.
Outro método de complemento de educação que eu poderia ter para obter sucesso no vestibular do Cefet era pagar um cursinho preparatório mas eu não tinha dinheiro se quer para pagar passagem, quanto mais pagar curso preparatório, dessa forma a luta foi muito complicada, naquela época a média de candidatos por vaga no Cefet-Mg era de 12 por 01, No Curso Informática a média era de 30 por um, para facilitar as coisas meu curso era apenas cinco candidatos para cada vaga.
No dia da prova de vestibular estava muito ansioso pois não sabia se estudar sozinho iria me dar resultado, tudo muito tenso, aquele silêncio na sala de aula, dava para ouvir meu respirar profundo, gastei quase todo horário disponível para fazer a prova.
Na época eu trabalhava de servente de pedreiro, infelizmente era a única profissão acessível a jovens como eu que não tinha experiência, hoje em dia os jovens tem que dar graças a Deus pelo serviço de Call Center estar em alta, alguns call centeres pagam muito melhor que a construção civil, a carga horaria é de apenas 6h20min por dia e não é tão estafante, trabalhar na construção civil é para poucos, paga-se salários horrorosos, você não pode descansar fora de horário de almoço, a rotina de trabalho é pesada e a convivência com os chamados “peões de obra” é para quem tem jogo de cintura, eu que estava prestes a concluir o segundo grau e tinha talento em potencial sabia que aquilo não era para mim, chegava em casa exausto e ainda tinha que estudar no período noturno.
Até que um mês após a prova saiu o resultado final e a lista da primeira chamada, fui ao Cefet pessoalmente para conferir a listagem e quando olhei a lista dos aprovados e vi meu nome ali no 14° lugar entre os 30 aprovados eu não acreditei, fiquei durante uns 30 minutos mudo olhando para lista, sem saber o que fazer ou como explodir minha enorme emoção olhava para os lados para as pessoas que olhavam a lista, olhava para o Céu Azul que fazia naquele dia, queria gritar mas não podia, queria dividir esta emoção com alguém mas não existia qualquer pessoa da família com quem pudesse dividir aquela enorme emoção, o prazer de ter vencido, após muitos dias estudando sozinho, andando quase duas horas por dia entre ida e volta para estudar sozinho na biblioteca de Ibirité, eu ia enfim estudar na instituição mais tradicional de Belo Horizonte e ter uma formação que me pudesse inserir no mercado de trabalho, foi assim algo maravilhoso, então fui até o bosquinho do Cefet e comecei a chorar em um misto de tristeza pela luta e de sofrimento e tracei que dali por diante eu iria lutar para me formar um Técnico pois eu já sabia que enfrentaria dificuldades.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

MINHA SAGA PARA ESTUDAR NO CEFET/MG – O INICIO DE TUDO

Parece uma coisa intento, se você colocar um bebê de qualquer idade em uma fila de brinquedos na maioria das vezes ele terá a mesma reação, irá atrás de uma bola ou de um carrinho.
Nós Brasileiros já nascemos amantes do futebol e dos veículos e por coincidência ou não são dois fenômenos mundiais.
Bom! Não pude ser jogador de futebol, mas até que tentei! Em 1993 e 1994 joguei no fraldinha do Esporte Clube Pinheiros um clube amador do Bairro Vila Pinho região do Barreiro em Belo Horizonte/MG e em 1997 e 1998 joguei futsal no projeto Toriba, um projeto social do governo do estado de Minas Gerais que me proporcionou outras experiências de vida e está registrado em outro tópico nesse Blog, mas antes em 1996 eu havia jogado um tempo no juvenil do Unidos do Vale outro time amador pertencente ao bairro Vale do jatobá também na região do Barreiro, foi bacana jogar nesses dois times, mas a falta de dinheiro para pagar as taxas e a falta de material como chuteira e caneleira me impediu de prosseguir nesse sonho, para pelo menos buscar o sonho de ser jogador de futebol nesse país é preciso muito ter o apoio dos país ou de alguém, e apoio familiar para realizar meus sonhos ao longo da minha vida nunca tive, sempre para realizar meus objetivos sempre fui eu e eu mesmo e em rara oportunidades pude contar com algumas pessoas de bom coração, anjos que apareceram para me ajudar em busca de meus sonhos e por isso faço questão de citar essas pessoas aqui nesse blog que é á página real da minha vida.
Em 1999 foi meu último ano no Ensino Fundamental antigo primeiro grau, e já estava na hora d’eu pensar no meu futuro, eu já sabia que após a morte dos meus avós eu não teria mais ninguém na vida para me dar abrigo, comida e roupa lavada, me ajudar quando estivesse doente, etc. Alguns tios meus quando estavam com raiva de mim e queriam me humilhar sempre jogava isso na minha cara. E como uma iluminação divina em minha mente solitária tive um súbito desejo de fazer uma escola técnica de ter uma formação profissional que pudesse me dar uma iniciação em um bom emprego e salário para sobreviver sozinho, e essa iluminação divina me levou a um prévio interesse em estudar no CEFET-MG que é uma das instituições mais tradicionais de Minas Gerais, o Cefet é uma escola técnica do governo federal e que por isso possui recursos que o possibilita ser uma escola de ponta, como laboratórios, ginásio poliesportivo, biblioteca de ponta, e outros recursos disponíveis a cada área de ensino dessa instituição. Essa excelência no ensino faz com que o Cefet forme os melhores profissionais técnicos da grande BH e por isso são os mais concorridos em algumas áreas, se você possui uma formação profissional no Cefet e chega em uma empresa e diz isso é logo bem visto pela gerencia da área operacional pois este sabe da qualidade da formação da escola.
Em 1999 não pude fazer o processo seletivo para estudar no Cefet pois já havia passado a época das inscrições, dessa forma eu só poderia concorrer a uma vaga em 2001 após a conclusão do primeiro ano do ensino médio, antigo segundo grau. Tentei em 2001 e não consegui passar, dessa forma tracei os estudos no Cefet como meta pessoal de vida, na época eu me lembro que eu usava a biblioteca pública municipal de Ibirité como local de estudos, passei ir então na biblioteca 03 vezes na semana, mas não era fácil, pois do bairro Águia Dourada onde eu morava até o centro de Ibirité onde ficava a Biblioteca eram 40 minutos de caminhada a pé, e as vezes eu tinha de enfrentar sol escaldante e chuva e isso era para mim um obstáculo nos estudos, e na biblioteca da escola que eu estudava não possuía os recursos que eu necessitava.
Em 2002 fiz novamente o processo seletivo para estudar no Cefet MG e dessa vez fiz opção pelo Curso Técnico em Transportes, antes eu havia tentado o Curso Técnico de Mecânica, fiz essa escolha pelo Curso de Transportes baseado na minha paixão por automóveis, trens, ônibus, navios, sempre fui fascinado com nossos meios de transporte e então imaginava já naquela época o envolvimento da minha pessoa nessa área através do curso. Como eu disse antes o Carrinho é uma outra opção da criança do sexo masculino junto com a bola, não podendo realizar o sonho de jogar futebol restava tentar seguir no outro sonho e começava então uma das mais interessantes experiências de vida que já vivi, foi algo intenso e cheio de dificuldades como tudo em minha vida, a luta para estudar no Cefet foi a experiência mais intensa de sofrimento que tive nessa vida, passei por muitas dificuldades e humilhações, nunca fui tão humilhado pela minha família como eu fui nessa época, durante a minha formação vivi uma vida de tristezas e ilusões muito intensas e isso trouxe muitas dificuldades aos meus estudos e mostrava um pouco de como seria meu futuro, cheio de incógnitas.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

MINHA SAGA PARA ESTUDAR NO CEFET/MG - PRÓLOGO

A historia que vou contar a seguir é sem dúvida nenhuma uma das mais interessantes da minha vida, pobre e sem família ao mesmo tempo não dá, o Brasil melhorou muito na década de 90 com a estabilização financeira e o advento da criação do plano real, também a educação melhorou com a criação de alguns plano como o PNLD (Plano Nacional do Livro Didático) que distribuiu livros as escolas públicas, pelo menos aqui na capital pude ter uma escola pública melhor do que muitos tem por aí em cidades no interior, mas mesmo assim a escola pública brasileira de uma forma geral está longe das particulares, mesmo a escola particular com menos recursos tem um nível de estudos mais elevado. Mas para mim a educação começa em casa, a ajuda de país e irmãos no processo de ensino ajudam na formação. No meu processo de formação acadêmica não pude contar com pai ou mãe, criado por avós analfabetos em muitas oportunidades me vi sozinho nos processos de estudo e com colegas de escola morando distante nem dava para recorrer aos amigos de escola para ajuda nos estudos.
Mas essa é uma outra História, minha dificuldade nos estudos desde o ensino primário até hoje na faculdade estão separados por esse blog, em cada passagem pela escolas que estudei eu vivi situações diversas que marcaram minha vida e tudo que marcou minha vida eu registro aqui, sendo assim cada escola, cada ano de estudo estão registrados em um post especial nesse blog, que mostram minha luta solitária para me tornar um cidadão, alguém na vida.
Mas uma História em especial vou ter que contar em vários Capítulos. Estudar no Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG) foi uma das experiências mais profundas que tive em toda minha vida, as dificuldades, os obstáculos foram muitos, mas a alegria da vitória, o gosto da experiência do algo novo foi maravilhoso, por isso cada dia que vivi e estudei no Cefet-MG eu vivi intensamente, talvez nunca mais eu tenha outra oportunidade como essa de estudar em uma instituição federal, por isso faço aqui detalhadamente o registro de uma das histórias mais interessantes dessa minha vida, exemplo de luta e de determinação que tive.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

AS MIL E UMA FACES DO SER HUMANO

Já escrevi aqui em várias oportunidades nesse blog que se eu fosse um milionário eu cederia grande parte de minha fortuna a entidades sociais, aliás eu fundaria a minha a AMAH (Associação Mundial de Assistência Humanitária).

Quase todos os Meses que vou ao Hipercentro de Belo horizonte eu me deparo com diversos tipos de situações, pessoas doentes, mendingos em situações deploráveis, bêbados com vicio incontrolável a andar pela vida sem destino e noção de sua própria vida, pessoas com problemas mentais sozinhas pela cidade, aproveitadores, idosos que deveriam estar em casa curtindo sua aposentadoria tendo que trabalhar para sobreviver, pessoas pedindo ajuda para comprar remédio, enfim todo tipo de situação e a cada pessoa com um problema desse tipo faço a mim mesmo milhares de perguntas em minha mente, como por exemplo: Cadê as Secretarias de assistência social do governo que não ajudam essa pessoa? Será que essa pessoa recebe algum auxilio do INSS? Cadê os familiares dessa pessoa? O que ela fez para chegar naquele estado? Onde estão os país dela? Será que ela está naquela situação porque quer? Será que alguém já tentou oferecer ajuda a ela?
Penso em tudo isso, pois é difícil entender o abandono do ser humano e no mundo de hoje por incrível que pareça há aproveitadores de todos os tipos.
Ontem dia 04/11/2011 passando pelo cruzamento das rua Curitiba e tamoios em Belo Horizonte vi um homem a berrar pedindo socorro e pelo amor de Deus que alguém o ajudasse, que ele era um trabalhador e que ninguém nunca antes tinha o visto daquela forma pedindo esmola e pedindo pelo amor de deus que o ajudasse, ele estava com uma pasta aparentemente vazia nas mãos e gritava ao berros na rua, era um senhor gordo aparentando uns 45 anos e com feição de pessoa séria, não fiquei ali muito tempo para entender o que ele realmente necessitava, mas a principio era dinheiro e também pensei que ele havia sido roubado ou coisa similar. Mas se eu realmente pudesse ajudá-lo iria me achegar até a ele e fazer alguns dos questionamentos acima e iria me dirigir até sua casa para averiguar sua história. Mas o que me deixou a pensar mesmo foi a indiferença das pessoas que viram seus berros e pranto e ainda sim passavam todos pela rua indiferente, será porque? Será que não nos preocupamos mais com os problemas alheios? Será que está Crescendo o número de aproveitadores pedindo dinheiro a fim de ter uma vida fácil e fazendo com que a população em geral não queira mais ajudar? Será que nosso país vive um caos onde a maioria da população está igual a mim e “não tem um puto” para ajudar e também está precisando de ajuda de alguém?
Infelizmente a cada dia mais está difícil nesse país confiar nas pessoas e em suas reais intenções, sempre tem alguém em algum canto desse país tentando tirar proveito da situação, assim a cada dia ficamos mais céticos e avessos aos problemas do próximo e aqueles que possuem formas de poder estender a mão ao próximo não estendem e nossas autoridades fingem estender. Nas nossas próprias novelas se ensina todos os anos como ser dissimulado em caráter e atitude e com isso fica muito débil saber quem realmente necessita de ajuda! Infelizmente existe nesse mundo muitas pessoas que ganham a vida explorando a bondade alheia e enquanto quem precisa fica a mercê da própria sorte.

domingo, 6 de novembro de 2011

TRABALHO E A VIDA

Nesse blog você verá sempre minhas experiências de vida profissional, dizem os estudiosos de plantão que passamos maior parte de nossa vida no trabalho, para maioria da população mundial isso é verdade, hoje no Brasil as pessoas tem que “dar um duro danado” para conseguir algo na vida e realizar sonhos e objetivos, eu mesmo já cheguei a trabalhar em 03 empresas ao mesmo tempo totalizando 20 horas de jornada se considerando também tempo de deslocamento ao trabalho, isso para alcançar até esse momento nada, mas se bem planejado a grande maioria acaba conseguindo suas conquistas e a realização de seus sonhos através de seu próprio esforço.
Sou fã de pessoas aficcionadas ao trabalho e que fazem deste o centro de seus objetivos, Steve Jobs foi um desses que com talento e dedicação conseguiu construir seu patrimônio e ser um profissional de sucesso, e podemos citar outros trabalhadores no Brasil e no Mundo que chegaram ao ápice pelo sucesso de seu trabalho.
Mas não só aqueles que conseguiram ficar milionários são profissionais de sucesso, mas aqueles que conseguiram criar seus filhos, comprar seus bens como casa e carro através do próprio suor esses são verdadeiros vitoriosos e são em pessoas assim que procuro me espelhar e até citar aqui quando possível.
O trabalho além de nos trazer o sustento nos possibilita fazer amizades, adquirir conhecimento cientifico, cultural e humano, se você que lê esse blog e realmente tira proveito das citações que faço verá as muitas situações de aprendizado vividas por mim as quais sito aqui nessas páginas como um elo de vida que merece ser compartilhada, se você ainda trabalha você precisa de deixar de ser um ser robotizado que chega e todos os dias realiza a mesma rotina e como se estivesse mecanizado nem repara com as situações que acontecem a sua volta.
No trabalho as vezes temos mais pessoas desmotivadoras que estão ali para falar mal da empresa ou para tentar deixar você alheio as suas funções apenas para te ferrar ou não ver você crescer, encontramos no trabalho pessoas de todos os tipos, amigas e inimigas que as vezes dissimulam tanto seu caráter que não conseguimos distinguir sua face real.
A cada empresa que passamos devemos tirar proveito de erros e acertos para tentarmos melhorarmos como pessoa e profissional, atingirmos a excelência e através da excelência profissional adquirida por você crescer profissionalmente, e quando falo em crescer não é apenas subir de cargo, ter um cargo de escolaridade superior ou de chefia, mas dentro de sua própria área de trabalho ser o melhor, pois se você faz o que você faz bem o próprio mercado vai te selecionar, se você é um faxineiro ou um operador de Telemarketing dentro de sua própria profissão você pode as vezes ganhar mais, pois se na sua empresa paga-se um salário em outras empresas pela sua mesma função paga-se dois, só que na empresa que paga-se dois o nível de excelência dos empregados é muito diferente, assim é o mercado, as empresas dentro de cada função que pagam mais tem um nível de exigência maior e assim é o mercado.
Mercado que no Brasil caminha para um nível de exigência e de qualificação melhor, pois segundo o censo de 2010 nossa pirâmide etária está mudando, e dentre em breve seremos um país de idosos em relação as pessoas ativadas e da mesma forma o nível de escolaridade têm aumentado fazendo com que ares operacionais sejam menos procurados, pois quem têm conhecimento técnico quer trabalhar na área técnica, sendo assim haverá em alguns anos um número menor de pessoas ativas no mercado de trabalho e com isso empresas terão que mudar conceitos e da mesma forma virão novas filosofias de trabalho.
Para mim a satisfação pessoal e se sentir bem naquilo que faz e onde faz é muito importante, nos três anos que trabalhei na Contax fui muito questionado sobre aquele tempo que trabalhei ali como operador e se eu não achava ruim de ser apenas um mero operador? Sempre eu quis ser algo mais na empresa, mas pela falta de isonomia nos processos e pelas constantes mudanças na regra do jogo não conseguia, no entanto nunca pensei em sair da empresa porque além de ganhar boas comissões por eu ser um profissional com excelência em vendas, eu estava satisfeito com minha função, com ambiente de equipe que eu estava e enquanto eu tinha um gestor que valorizava isso eu estava satisfeito pois se você lê as coisas que eu escrevo e reflete, verá que em minha vida toda não busco nem fama nem poder, não quero ser rico e nem soberbo, mas quero ganhar o que me dê qualidade de vida e que acima de tudo aquilo que eu faça nessa vida, me traga reconhecimento. Seja pelas minhas boas atitudes, seja nas minhas ações no trabalho, em casa, nos movimentos sociais ou na igreja quero ser reconhecido pelo que eu faço, quero receber do meu chefe um elogio pelas metas cumpridas e ser bem remunerado por isso, quero receber do pastor ou do padre um elogio e orações pelas minhas boas ações em prol da igreja e da comunidade e assim sucessivamente.
No trabalho aprendemos coisas boas e coisas ruins, jeitos certos e errados e cabe a cada um definir em seu caráter o que é certo ou errado, pode ser que naquele momento sua atitude ou decisão não lhe traga reações adversas, mas no futuro isso poderá se tornar uma bola de neve incontrolável, geralmente quem comete um erro e vê a impunidade, não comete apenas uma vez mas prossegue e persisti no erro, e assim um dia são descobertos e recebem sua punição seja do homem, seja da vida.
Geralmente o que somos em casa em nossa família, ou em nosso trabalho é o reflexo do que realmente somos em toda vida, se não assumimos posição de caráter em casa e não cumprimos nossas obrigações de filhos, esposas e esposos também assim não cumpriremos como profissional e vice-versa.
A todo momento nossas ações moldam nosso caráter, pois a vida é um eterno aprendizado. Por isso acho que aquele que quer crescer tentando derrubar um colega, aquele que furta no trabalho, aquele que aproveita do colega, para mim na vida esse boa pessoa não é...

sábado, 5 de novembro de 2011

CONTAX

A CONTAX é uma grande empresa do ramo de Call Center parceira e monopolizadora do sistema Telemar hoje atendido pela empresa de nome fantasia Oi se tornou uma gigante do Call Center, isso graças ao esforço de seus funcionários.
A CONTAX começou suas operações em 1999 e era mais uma empresa modesta e até 2005 era uma empresa que tinha constantes prejuízos, mas as inaugurações dos novos sites da empresa em Belo horizonte alavancou seu crescimento, principalmente do site contorno onde funciona até hoje as operações do oi fixo.
Entrei na empresa em 2005 no auge da operação ativa do oi fixo. Eu nunca havia trabalhado antes com telemarketing, e tinha uma visão totalmente distorcida do trabalho, para mim telemarketing era apenas aquele serviço chato onde as pessoas ligavam para casa da gente vendendo alguma coisa.
Mas na CONTAX comecei a mudar esse conceito, primeiro já no treinamento, que coisa fenomenal, um instrutor altamente capacitado e um sistema de aprendizado que depois nunca veria igual, para você ter ideia eu nunca tinha vendido nada antes na minha vida, mas o que eu aprendi com o José márcio nosso instrutor foi tão diferente que me tornei um profissional de excelência na operação.
Foi uma burocracia enorme para entrar na empresa, muitas etapas de processo seletivo, treinamento puxado e com provas difíceis e quando fomos fazer o exame admissional no site contorno foi algo deslumbrante ver aquela estrutura, totalmente organizada.
Quando fomos fazer a escuta na operação toda nossa turma de treinandos ficou boquiabertos com a grandeza do site, algo inovador para época, a Contax foi a precursora das grandes operações de tele atendimento de Minas.
Quando comecei a trabalhar no inicio foi meio difícil, pois o sistema utilizado pela empresa era muito complexo, cheio de programas, telas e procedimentos que dificultavam, mas após seis meses eu já estava fera, com a excelência adquirida no treinamento e as mudanças que melhoraram a operação e o produto arrebentei. Trabalhava com venda de telefone fixo da ainda Telemar, na época que entrei ainda estava sendo implementado a substituição da linha de impulsos para minutos e as comissões de vendas sofriam alterações a todo momento e nesse momento aproveitei, houve época que eu cheguei a arrebentar em vendas, ganhava as melhores comissões e tinha a melhor representatividade da equipe, cheguei em um mês a ter 11% de representatividade na meta geral da equipe que tinha 24 pessoas, a cada 10 ligações 06 eram convertidas em vendas, eu só conseguia isso devido alguns fatores o conhecimento pleno do sistema, dos planos em que a gente trabalhava, da área de vendas e da motivação, e principalmente me sentia motivado quando o supervisor não pegava no meu pé. A CONTAX era uma empresa extremamente burocrática, tinha uma enorme ânsia por resultados em sua operação de vendas que era a vedete lucrativa da empresa, mas em suas reuniões com cliente oi estabelecia meta de qualidade absurdas e a meta de qualidade estabelecida contrariava os conceitos de qualidade do cliente, a empresa dificultava o processo de venda, que para mim eram coisas absurdas, sob alegação por exemplo de evitar fraudes nas regiões de RJ e AM tinha uma Tal de ilha GF onde o cliente no seu pedido de venda era obrigado a fornecer nome de mãe e data de nascimento da mesma. Vejam só... Quantas pessoas que você pergunta por aí sabiam nome de pai e mãe e data de nascimento, absurdo, ou seja além da dificuldade as vezes de fechar vendas de planos com valores absurdos ainda tinha este empecilho. Outra norma de qualidade absurda era ter que oferecer venda casada de produtos ou planos de valores maiores ao cliente.
Enfim, aprendi muita coisa na Contax que levarei para o resto da vida entre elas, os excelentes profissionais que tive oportunidade de trabalhar, na Contax aprendi como é trabalhar em equipe, conheci muitas pessoas, e trabalhei com pessoas que tinham senso de humanidade incríveis.
Houve uma época que passando por dificuldades colegas se reuniram e me ajudaram a pagar o aluguel em uma vaquinha que todo mundo fez, em outra está mesma equipe me ajudou a ter pela primeira vez uma festa de aniversário.
Conheci pessoas fantásticas, supervisores que eram muito mais que superiores, eram verdadeiros gestores, é lógico que passei por problemas com supervisores bajulador, mas conheci pessoas muito profissionais que não atoa hoje são coordenadores ou gerentes dentro da própria Contax e até em outras empresas, recentemente encontrei com o Marlon, meu último supervisor na operação oi fixo televendas que é gerente em outra empresa de ramo de vendas.
A Contax tem muitos e muitos defeitos, entre os principais o achatamento e desvalorização salarial dos funcionários da base de sua pirâmide, processos burocrático que desmotivam e adoecem seus funcionários, mas o sistema de aprendizado da Contax é altamente profissional e qualificado e forma profissionais para vida. Tudo que sei e todo sucesso profissional no ramo de vendas que tive, aprendi lá. A citação da Contax nesse blog não é nenhum tipo de programa, mas faz-se necessária pelo tanto que trabalhei lá marcou minha vida, conheci pessoas maravilhosas, infelizmente os amigos que tive lá seguiram cada um seu caminho e perdemos o contato, mas em todos os dias lembro de algum, dos bons momentos juntos, das festas que organizávamos, das festas da própria empresa pois nosso televendas batia metas e ganhava festas e ótimas festas, também tínhamos muitas confraternizações com cafés da manhã espetaculares todos os fins de semana, passei por muitas equipes e toadas muito unidas, mas em 2009 isso começou a mudar. As operações da Contax em todo site a todo momento passava por transformações, a empresa ganhou da oi sua nova parceira um contrato de exclusividade e o crescimento da operação fez com que a qualidade de seus recursos humanos diminuísse, houve a introdução instantânea de um grande número de supervisores, instrutores, etc. e muitos que foram promovidos ou vieram do mercado não tinha as mesmas características dos antigos, as equipes já não eram tão unidas e o foco começou a mudar, já não gostava mais de tantos feedbacks e não tinha a mesma relação de reciprocidade com meus novos supervisores e a motivação que tinha dentro da empresa começou a cair como a maioria que é hoje, foram três anos de operação que acabou devido a tantas modificações no ambiente e mesmo sendo um profissional que sempre estava a frente no primeiro quartil era apenas mais um sem valor para empresa até que em 2009 decidi procurar novos caminhos, mas em tudo deixou saudade e as experiências profissionais e de vida que adquiri naquela empresa foram tantas que nem consegui me lembrar de todas para fazer o registro aqui, eu era apenas um jovem no mercado de trabalho e com pouca experiência de vida, nunca antes havia trabalhado num ambiente com tantas pessoas e sob tanta pressão, pois nesse ramo de atividade a pressão psicológica que o operador é submetido é constante, mas isso é assunto para outro post, mas enfim, muita gente fala mal da Contax, em todas as redes sociais a empresa é mal quista, para quem trabalhou apenas na operação sabe das dificuldades que passa na empresa e o quanto profissionalmente o operador é desvalorizado a começar pelo salário vergonhoso, mas quanto a vivência humana e profissional não se pode reclamar!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

RECONHECIMENTO

Todos nós estamos nessa terra de passagem, mas muitos homens em sua prepotência se esquecem que um dia vão envelhecer e que todo dinheiro, poder ou influência que tem não lhes servirão de nada.
Por isso desde que criança meus principais sonhos não passavam por riquezas ou poder, mas algo fascinante para mim era poder ser lembrado após a morte, queria ter uma rua com meu nome, uma escola ou qualquer outro local público, que mesmo que quem pronunciasse meu nome não me conhecesse ali sim eu estaria lembrado e eternizado.
Sempre guardei minhas coisas, algo pessoal, provas e trabalhos de escola, etc. Minha esperança era de algum dia ser alguém importante para sí, nem que fosse apenas meus filhos e meus netos, mas ser lembrado por eles após a morte seria algo de bom para mim.
De que adianta ao homem trabalhar a vida toda para conseguir bens e em sua velhice não poder desfrutar e ficar tudo para os filhos esbanjarem e não estar nem aí para a dificuldade daquela conquista, o interessante ao filho é valorizar o fruto do trabalho do pai e possuir zelo com o bem que ele conquistou e com mesmo esforço e empenho mantê-lo ou expandi-lo. Quantos exemplos de herdeiros nós temos onde filhos herdam grandes empresas, vendem e gastam todo dinheiro com mulheres e coisas sem valor.
Uma coisa que acho muito fascinante é o legado que a pessoa deixa para a sociedade, sua moral, sua luta pela liberdade, igualdade e valores de ética, o compromisso com a coletividade ou sua contribuição com a tecnologia, com o planeta ou com a educação, por isso fico fascinado com professores que contribuem com a formação de profissionais de sucesso e ajudam a moldar o caráter ético de seus alunos, provocando nestes uma reflexão profunda sobre suas ações e sobre seu modo de vida.
Por isso eu gostaria muito de ter sido um jogador de futebol, um profissional da mídia ou um professor, ou seja alguem que pudesse ser visto e ouvido, cujo qual estas palavras tivessem valor para a contribuição ética da cosntrução de nossa sociedade onde jovens só sabem ficar “gozando” da situação de caos do outro, onde pessoas criticam as pessoas por falar de seus problemas, só para não poder ajuda-las, onde o individualismo prevalece sobre interesses coletivos. Queria muito ter voz para poder mudar isso, ter reconhecimento para ser bem interpretado e transformar de alguma forma essa nossa sociedade mesquinha, que não aceita sair da zona de conforto, vê problemas onde não existe e ignora os que existe a fim de levar vantagem própria.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O MUNDO MÁGICO DAS CORRESPONDÊNCIAS

2002 FOI um ano de muitos acontecimentos em minha vida, meu avô estava muito doente, vivia internado no hospital, problemas de coração, pneumonias, etc. Começou então o ciclo de discórdias em minha família, em 2002 iniciou o grande "bum" da telefonia celular na grande BH com a chegada da Oi com celulares GSM barato e a famosa promoção do chip 31 anos, aquilo foi uma febre. Infelizmente não consegui um Celular com um chip 31 ANOS, mas ter meu primeiro telefone foi fantástico, mesmo com tarifas caras lá estava eu sempre telefonando para amigos de Cefet, de trabalho, e frequentando as salas de bate-papo celular e foi através do bate-papo do celular que minha vida foi marcada para sempre.
Na sala de bate-papo do celular conheci a Helen da Cidade de Uberaba/MG, para não perder o contato com ela sem saber se ela ia topar ou não perguntei a ela se ela gostava de escrever e ela disse que sim, ai em seguida pedi a ela o endereço para nós dois trocarmos correspondências e ela me deu, eu escrevi para ela e ela me retornou. Quando eu recebi a carta dela pela primeira vez em minha caixinha de correios, fiquei maravilhado, nunca fiquei tão feliz e satisfeito, pois receber uma correspondência era algo fantástico.
Eu sempre gostei de escrever, na escola o português era meu forte, cheguei a ganhar vários prêmios de redação no ensino fundamental, me inscrevi várias vezes no premio Assis Chateaubriand de redação, escrevi até um livro, nas associações de bairro que participei eu quem era o secretário e redigia as atas, nas eleições da associação fazia questão de redigir as atas, ia em todas as chapas pedindo para ser o secretário, na umes eu era secretário, nos Grêmios eu fazia as atas e elaborava os estatutos, fazia o jornalzinho e os informativos, sempre fui fascinado pela comunicação, não é atoa que dentre os meus sonhos de criança estavam o de ser escritor ou jornalista.
Minhas primeiras cartas eram sempre enormes tinham mais de 03 páginas...
Com o passar do tempo a Helen foi tendo os problemas pessoais dela e teve que se afastar das correspondências, entretanto ela percebendo meu enorme entusiasmo com a correspondência me passou o endereço da Heloisa Helena, uma senhora de São Paulo/SP e foi essa senhora que realmente me ajudou a entrar no mundo das cartas, ela me repassava vários endereços de correspondentes, e me apresentou as FB (Friendship Book's) listas de amizade e com isso fui expandindo minha lista de correspondentes, em 2004 cheguei a me corresponder com 246 pessoas ao mesmo tempo, recebia todos os dias cerca de 30 cartas e mandava cerca de 130 mais que o triplo, passava o dia no meu quarto escrevendo.
Escrever foi uma terapia para mim, os amigos que eu tinha eram poucos e como eu não tinha videogame, computadores e outras coisas para compartilhar ficava mais era solitário mesmo, na escola só tinha colegas na hora de me explorar nos trabalhos em grupo e no auge da minha juventude eu sofria com a falta de uma namorada e como se não bastasse isso eu estava entrando no maior tormento da minha vida que foi a doença do meu avô e através das cartas eu desabafava, não tinha vergonha em falar com meu interlocutor. A minha timidez sempre foi minha maior dificuldade de falar, sempre fui tímido para coisas pessoais, falar de mim próprio ou de meus sentimentos com alguém era algo que me deixava extremamente nervoso, no entanto para o restante das coisas eu não tinha a mesma timidez, participava de grupos de teatro, eu quem liderava e fazia as palestras do Grêmio Estudantil, falava nas reuniões da associação, apresentava os trabalhos em grupo da escola, mas falar de mim jamais... Mas pelas cartas eu me sentia a vontade, sozinho no meu quarto não tinha medo de expor meus sentimentos a um desconhecido que eu jamais vi na minha vida, pois o que me segurava em falar com as pessoas era o medo da reação delas pela minha fala.
Sempre em minha vida fui mal interpretado e toda vez que eu dizia algo ou fazia algo as pessoas tinham atitudes contrarias a minha posição, quando eu escrevia e recebia cartas com criticas eu não ligava, mas quando eu falava pessoalmente e a pessoa me criticava eu ficava triste.
Para mim é ruim me esforçar tanto e não ter o devido reconhecimento. Eu nunca fui visto em lugar nenhum como eu deveria ser visto... Sempre as pessoas pensavam coisas contrarias as minhas atitudes ou a meu respeito, dois exemplos claros que posso dar agora são o do Grêmio Estudantil onde era tudo colocado a votação e a exposição de todos e mesmo assim fui tachado de quem não deixava os demais participar e outro exemplo é que mostra o quanto me esforcei para ter algo nessa vida fudida que tenho e mesmo assim pessoas me acham para baixo... (me desculpe em ambos exemplos me fugiu a palavra correta da descrição).
As correspondências me possibilitaram conhecer lugares, a fazer amores e influenciou minha vida atual, se realmente eu não tivesse essas pessoas com quem desabafar eu não teria aguentado a pressão que é minha vida atual.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

CORAGEM PARA DIZER A VERDADE

Uma das coisas integrantes do meu caráter como pessoa é sempre dizer o que penso, não tenho bens, ou importância nessa vida, nem a minha palavra ou as coisas que digo não possuem tanto valor como deveria, pelo fato d'eu não ser uma pessoa importante, mas sou um homem de honra, seguidor das leis e gosto da coisa certa.
No Trabalho, na Escola, em Casa ou qualquer lugar que seja sempre tentei manter meus conceitos e por isso sempre fui uma pessoa polêmica. O brasileiro em geral gosta de levar vantagem, gosta de pechinchar, etc. Quando se trata de ganhar dinheiro ou de facilitar a vida e levar as coisas a uma zona de conforto as pessoas parecem se cegar, esquecem a ética e valores Moraes, querem mesmo é se dar bem, e isso é uma situação que não tem classe social ou nível de cultura, em todos os ramos da nossa sociedade existem pessoas querendo se dar bem em cima de alguém ou de alguma situação.
Em varias empresas que passei gerei conflitos, porque tanto chefias imediatas, como colegas de função queriam se dar bem, me achavam com cara de otário e queriam levar vantagem em cima da situação, e toda vez que eu percebia que alguém estava levando vantagem em cima da minha pessoa "eu dava o grito", poderia ser até mesmo algum encarregado que eu encarava, colocava a situação a limpo.
Se tem uma coisa que me causa raiva são funcionários de empresas que estão insatisfeito com o trabalho e ficam falando mal pelas costas, não reclamam com quem tem que reclamar, não fazem denuncias ao sindicato e quando tem indícios de greve são os primeiros a cair fora, muitos falam mal da empresa e do chefe, mas com os diretores e encarregados fingem de sonso e ficam a "puxar o saco" dissimulando seu real sentimento.
Outra coisa que detesto são colegas de trabalho que fingem gostar de você, mas foca olhando as coisas que você faz para depois falar mal de ti para o chefe imediato, isso me irrita de forma tremenda, quando descubro que alguém fez isso comigo vou até a pessoa e falo com ela na lata, o que penso a respeito.
Nos meus trabalhos sempre que via algo de errado também questionava com quem era responsável, nunca fiz vista grossa.
Uma das causas que levou a meu tio Djalma ter ódio de mim e me deixar na rua da amargura, foi o fato dele sempre querer jogar minhas falhas e defeitos na minha cara, mas eu não ficava calado e também mostrava a ele que ele não era uma pessoa certa e não podia me recriminar, pois em muitas situações ele escondia defeitos, muita gente vê as pessoas fazendo algo que não é certo e ignora de modo que a pessoa continua a cometer seus erros com descaramento e naturalidade, é o que vivemos nesse país hipócrita, nossos políticos veem obras superfaturadas e barganhas a todo momento e ignoram, e isso torna os atos de corrupção coisa cotidiana, muitos de nossos congressistas possuem patrimônio familiar incompatível com o que ganham, mas os tais conselhos de ética aceitam as alegações estapafúrdias dos acusados e isentam eles de qualquer culpa ou delito.
Recentemente sai de uma empresa de coletivos que eu trabalhava como cobrador, não cheguei a trabalhar nem um mês na empresa, pois fui trabalhar num local onde possuía um esquema forte de funcionários. Vários passageiros pagavam passagem e para não ter trabalho em ir para o salão traseiro do ônibus e desciam pela porta da frente. Em Belo Horizonte entra-se pela porta dianteira paga passagem para o Cobrador e desce pela porta traseira, exceto idosos, pessoas com passe livre, grávidas e obesos mesmo assim esses dois últimos casos tem que pagar a passagem e o cobrador girar a roleta, entretanto em várias vezes os passageiros descem pela dianteira pagando a passagem e o cobrador não gira a roleta o chamado "gol", a verba ganha dessa forma ilícita é rateada entre motorista, cobrador e as vezes até despachante, o que era o caso da empresa onde eu trabalhava. Como me recusei a praticar tal ato, o despachante sempre me colocava em veículos com câmera, e os cobradores que faziam o "gol" ficavam nos carros sem câmera, acontece que toda vez que o motorista que fazia escala comigo saia da garagem em um carro sem câmera eles me trocavam, então me senti prejudicado, pois tinha que aguardar horário depois do meu para começar a jornada, reclamei do esquema com o gerente da empresa, ele chamou o despachante envolvido na situação que negou tudo, como sempre, como não há fiscalização intensa nas linhas daquela empresa acaba-se ficando sem provas contra os delituosos, e como são muitas pessoas envolvidas, sempre eles tem muitas testemunhas na negação do golpe, e como o gerente sem provas nada fez para evitar que sempre eles ficassem me alterando os horários de escala, acabei saindo da empresa.
E infelizmente exemplo como esses acontecem em todo lugar, trabalhei também de fiscal de Lojas em uma grande rede de supermercados de BH, e sempre nas lojas nós fiscais pegávamos funcionários furtando ou degustando os produtos do mercado sem o devido pagamento, nas lojas era fácil pegar isso, pois além das câmeras de monitoramento, a iluminação era boa e a área a ser coberta era pequena, mas no depósito da rede era diferente, só tinha eu de fiscal interno no depósito, era uma grande área a ser coberta, a iluminação era frágil e as câmeras cobriam pouco, isso facilitava furtos e degustações no depósito, uma vez peguei um separador degustando, levei ele a chefia, como no corredor não tinha câmera ele negou tudo e ficou difícil o ônus da prova, depois de ter levado ele a chefia, passei a sofrer perseguições dos demais funcionários, principalmente por eles saberem que eu não fazia vistas grossas, nessa área de supermercados via que muitos colegas viam os outros praticarem os furtos, mas não cumpriam com as suas funções de fiscal, e assim é em todas as profissões e não consigo conviver com isso, por isso as vezes prefiro trocar de trabalho do que ter que aguentar a conviver com situações que vão contra meus preceitos de vida.
Por isso acho que se eu fosse ouvidor, defensor publico juiz ou coisa do tipo eu seria um ótimo profissional, pois não me corrompo, gosto de valorizar as conquistas honestas do esforço próprio, e não gosto de ver as pessoas e eu principalmente prejudicado.
Mas a vida infelizmente não é para os honestos, como diria o ditado popular "o mundo é dos espertos" e infelizmente sou apenas uma agulha no palheiro e ao ver as mazelas desse país tenho que recolher a minha insignificância e mudar de atividade, pois é como diz outro ditado "os incomodados que se retirem" e como sou apenas eu que me incomodo com essa situação toda, tenho que me retirar.