sexta-feira, 21 de setembro de 2012

A DESUNIÃO FAZ A FORÇA

Ando meio deprimido esses dias.
Este ano de 2012 decidi fazer um curso Técnico em Segurança do Trabalho, ganhei uma bolsa do Pep, um programa do governo de Minas que dá vagas em escolas técnicas para que as pessoas possam se qualificar profissionalmente.
Quando fiz minha inscrição tive varias opções de matricula, aí vem sempre minha herança maldita de não tomar decisões acertadas.
Quando fui fazer a inscrição, tive entre 10 opções de escolha de escolas Técnicas espalhadas por Belo Horizonte, decidi escolher uma Chamada Conhecer Escola Técnica, devido a sua localização bem no centro de BH e a proximidade com a estação central do metrô de Belo Horizonte.
Quando começou as aulas estava tudo indo muito bem, dois meses depois tive um velho problema cardiaco e fiquei internado, foram 20 dias sem ir a aula e quando retornei aos estudos percebi que estava tudo meio diferente na escola, os professores já não traziam nada de novidades para as suas aulas, os alunos haviam formado grupinhos e muitos da turma já haviam desistido do curso e a turma já não era mais aquela de sala cheia, de alunos interessados e participativos, percebi alguns de meus professores estavam levando as aulas de forma desleixada, não preparavam o conteúdo que iam passar para a turma e ficavam apenas naquele discurso falacioso e repetitivo, seguiam a ementa da escola mas não se preocupavam com o interesse dos alunos.
Foi que há alguns dias um de nossos colegas foi até a direção e reclamou de algumas aulas e o diretor foi até a sala e reuniu a turma para saber o que estava acontecendo.
Foi aí que o "bestão" aqui até então representante de turma decidiu falar primeiro, botei a boca no trombone e falei tudo o que sentia sobre as aulas e sobre o comportamento da turma em relação a cada professor e a desmotivação dos colegas nas aulas.
No Brasil as pessoas são falsas e descriteriosas, sempre reclamam ao vento e falam mal umas das outras pelas costas. mas quando as pessoas que reclamam tem a oportunidade de falar, de expor seus sentimentos e o direito de fazer criticas e sugestões se omitem e se furtam do compromisso de mudança das quais exigiam outrora.
O Fato é que muitos desistiram de frequentar o curso devido a falta de organização e eu sou um deles.Me senti traido pela turma,principalmente por aqueles que criticavam algumas aulas, muitos após esse dia mal se falavam comigo, os professores não gostaram de ser chamados pela direção e mudaram pouco suas rotinas nas aulas até porque poucas sugestões de melhorias foram dadas e assim no dia de hoje decidi também abandonar o curso que era um grande sonho,mas que a saúde ruim, e as chateações que passei nas aulas me fizeram desanimar. Fiquei triste com a desunião da turma e a falta de carater de muitos.

sábado, 15 de setembro de 2012

NO BRASIL A ÉTICA É UM DISCURSO SEM PRÁTICA

Por todos os lados que olho, eu ouço pessoas falando sobre ética, detonando os politicos e a corrupção, mas na pratica as atitudes dos brasileiros são outras.

O Maior exemplo concreto é que a corrupção está na maioria de nossa sociedade é a reeleição de politicos como José Dirceu, Pulo Maluf, Fernando Collor, que mesmo com muitas denuncias e provas robustas de seus crimes, continuam a ser eleitos pela população que não está nem aí para o passado desses candidatos.

As pessoas reclamam de suas empresas, reclamam de suas condições de trabalho, mas quando tem o poder de greve ou de debater com o empregador, se furtam aos seus preceitos para manter o emprego.

Essa semana fiquei muito abatido ao lutar pela melhoria do ensino na Escola Técnica Conhecer, meus colegas de turmam viviam reclamando das aulas, que elas eram repetitivas, cansativas, muitos até sairam da escola, mas quando nosso colega Márcio foi a diretoria reclamar e o diretor da escola de se propôs ir até a turma para saber o que estava acontecendo e ouvir as reclamações e as sugestões dos alunos, muitos dos que criticavam os professores e as suas aulas se calaram, tomei a iniciativa de falar o que via e ouvia na sala e quando coloquei as criticas dos alunos para o diretor, fui recriminado, ficou parecendo que era uma critica apenas minha, que eu queria ser melhor que a turma, que eu queria modificar a ementa da escola e atropelar conteúdo, meus colegas se furtaram a falar, a reclamação que era deles derrepente passou a ser apenas minha, com medo de retalhação dos professores ou de seus próprios colegas, a maioria se calou e não exerceu seu direito de voz e de cidadania.

Nesse país as pessoas são assim falam mal pelas costas, mas têm medo de perder ao emprego ou de ser julgadas quando lhe são exercidas o direito da fala e da oposição.

Nesse país a falta de caráter é tão grande que até os moradores de rua querem levar vantagem sobre as outras pessoas; Certa vez, uma colega de trabalho me disse que ia sempre a Igrejinha de São José no Centro de BH fazer suas orações e que sempre quando lá chegava, encontrava na porta uma senhora obesa e com as pernas cheias de feridas enormes e certa vez ela por compaixão resolveu oferecer ajuda aquela senhora dando o tratamento para suas feridas, uma vez que aquela senhora ali estava pedindo dinheiro e dizia que aquela esmola era para seu tratamento, e que fazendo o tratamento que era caro voltaria a trabalhar, porem quando esta colega abordou aquela moradora de rua e ofereceu a ela gratuitamente o tratamento, para sua surpresa a moradora de rua recusou o tratamento e disse que o dinheiro que ela ganhava ali de esmolas era superior ao trabalho e que não queria tratamento coisa nenhuma mas o dinheiro para fazer o que bem queria.

Mês passado fiquei revoltado com um colega de trabalho que sempre chega atrasado. Resolvi falar a chefia de seus atrasos que estava atrapalhando meus estudos e que a empresa não paga horas extras a mim e ele não gostou, ao invés de reconhecer o erro dele e passar a cumprir seu horario de trabalho ele preferiu falar de mim aos demais colegas de trabalho e me taxar ao invés de corrigir o seu erro.

Da mesma forma um dia desses estava assistindo um programa de tv no qual as pessoas ligavam para fazer reclamação, enquanto as pessoas reclamavam do governo, os apresentadores não estavam nem aí, mas quando uma senhora ligou para reclamar dos vizinhos que sempre ficavam com carros de som alto ligado ai uma apresentadora começou a xingar esta senhora, mandou ela procurar algo para fazer e a xingalá com palavrões. Fiquei chocado com a falta de noção do programa.

Mas nesse país sem vergonha é assim que a banda toca, criam leís cada vez mais libertinosas e o certo vira errado e o errado vira certo, não é atoa que a violência aumenta a cada dia de forma tenebrosa.

domingo, 9 de setembro de 2012

ESTAGIÁRIOS DA VIDA

Sem dúvidas Vittorio Medioli é um dos mais bem sucedidos empresários mineiros, dono de várias empresas entre elas se destaca a SADA Transportes uma das mais bem sucedidas do estado, e ainda dono da sempre Editora dona dos Jornais o Tempo e Super Notícia, que é o jornal mais lido do Brasil, há mais de 05 anos.

O Mesmo é colunista em seu jornal e nas horas vagas palestrante, e lendo hoje uma de suas colunas me lembrei do meu passado, da nostalgia dos anos em que prevalecia o respeito a pai e mãe e do presente onde ainda sou estudante e me identifico com os estagiários do texto que diz:


Estagiários da vida
Numa segunda-feira, ao fim de uma palestra para jovens estagiários, na faixa etária de 16 a 18 anos, recebi cerca de 30 perguntas, escritas em papéis tirados de cadernos, algumas dezenas sem assinatura, outras com endereço e telefone. O tema mais recorrente foi o emprego, encarado como pesadelo; depois dele, a violência onipresente. Mas havia outras interrogações: sobre drogas, sexo, religião, política, segredos do sucesso. Apesar da grande variedade de assuntos, todos vertiam a solução para dificuldades. Lendo as mensagens que me chegavam da plateia, em certo momento, deu-me um nó na garganta, nem tanto pela saudade de meus 16 anos ou pelo frio que me gelou a espinha ao lembrar as angústias de adolescente. Os meus, em comparação com os atuais, foram tempos felizes, com poucos carros em circulação, quase sem drogas, sem computadores, sem fome, sem poluição. Os vizinhos eram conhecidos, o gari que varria a rua era sempre o mesmo, o médico atendia a gente em casa.


Havia muito mais verde, águas transparentes, passarinhos e cigarras. Ao fim dos estudos, todos encontravam emprego, e não trabalhava só quem não queria. O nó que me apertou a garganta era por pena deles, sentados à minha frente, condenados a uma vida que perdeu romantismo, ganhou competitividade, banalizou a violência e o sexo. No mundo dos meus 16 anos, o emprego sobrava, as ruas eram tranquilas, sem assaltos, traficantes ou tiroteios. Todos se conheciam e se respeitavam. 
Uma saia pouco acima do joelho acelerava o coração. A minha foi uma geração sem engarrafamento, sem pedágio, sem sequestro. Diferente é para eles, que vivem na incerteza globalizada, no estresse precoce, na realidade tão superficial, que provoca competições malucas em pichações, na quantidade de piercing perfurando o corpo, na tatuagem que ofende a beleza natural, na música eletrônica, que espanca os ouvidos e faz tremerem as vísceras. 

O jovem hoje sofre complexo de autoflagelação, de masoquismo, de tortura, como se a vida fosse apenas para sofrer sem trégua. Como se as agressões externas não bastassem para infelicitar a própria vida e precisassem de mais lenha para arder. O que dizer a eles. "Pedir perdão é pouco". Não compreenderiam a vastidão de quanto teriam que perdoar. Melhor é explicar-lhes que o que se toca com as mãos ou se vê com os olhos não é tudo. Que em cada ser humano tem bondade, mesmo que adormecida. Que tem razão quem disse "Amai-vos uns aos outros". Que o corpo deve ser respeitado. 
Que não precisa ter pressa com o sexo, que ele é bom e maravilhoso quando praticado com maturidade, com o parceiro que se ama. Que é ainda possível, apesar de o mundo dos adultos conspirar contra, elevar os sentimentos e encontrar um anjo. Que este inferno não é capaz de resistir ao amor.

FONTE: http://www.otempo.com.br/supernoticia/colunas/?IdColunaEdicao=7808