domingo, 12 de agosto de 2012

SER ÚTIL


Na Minha Vida sempre eu quis ser útil na sociedade, na minha infância e adolescencia ficar em casa não era nada parecido comigo.

Em 2003 quando eu ainda vivia os anos mágicos da minha vida estudando no Cefet com aquela turma maravilhosa do Curso de Transportes e Trânsito de 2002, fiquei sensibilizado com a situação caótica do trânsito Brasileiro, que todos os anos mata mais que muita guerra pelo mundo, o Brasileiro adora carro mas faz do veiculo uma arma mortal ao desrespeitar as leis, os limites de velocidade e sinalização e a combinação fatal bebida alcoólica e combustível

Naqueles anos de estudo no cefet, nossa coordenação de curso, buscava muitos eventos para nossa turma participar, e o primeiro evento em 2002 que participamos foi o fórum volvo de segurança no Trânsito, foi um evento luxuoso e bem organizado que me fez navegar pelo mundo da fantasia, criar muitas expectativas positivas a respeito do curso e querer entrar profundamente nesse mundo dos Transportes e do Trânsito, foi apartir desse dia que resolvi criar o projeto Trânsito na Faixa, um projeto idealista de educação para o Trânsito que visava principalmente o ensino de comportamento no Trânsito nas Escolas com campanhas educativas através de Teatros e Videos, palestras e distribuição de material educativo e para manter mais ainda esta minha ideia idealista, nesse mesmo ano de 2002, eu e algumas pessoas da turma participamos no DETRAN de Minas Gerais de um Curso de Formação para atividades educativas no Trânsito, cheguei até a inscrever meu projeto idealista no prêmio Volvo de Segurança no Trânsito de 2003.

Mas sem patrocinadores, e apoiado por poucos colegas o Projeto não foi muito a frente, mas até hoje tenho guardado comigo o estatuto do projeto em casa, bem como uma carta que fiz para convidar os colegas da Turma de Transportes e Trânsito para participar comigo do Projeto, por isso no próximo post desse blog trago um trecho dessa carta e uma pequena estória que criei a fim de sensibilizar meus colegas a participar do Projeto Trânsito na Faixa.


SONHO DE CONSUMO

Certa vez existia numa cidade dois jovens de futuro muito promissor, viviam unidos como irmãos, um Chamava-se Sérgio e o outro Cláudio.

Os dois conviveram juntos desde criança, erma unidos como irmãos, frequentavam todos os lugares juntos, tinham os mesmos sonhos e pensamentos, todos dois sonhavam em ser piloto de fórmula um,pois eram apaixonados por carro e pela velocidade.

Eis que Sérgio tinha um pai bem sucedido financeiramente e o seu pai o presenteou quando completou 18 anos com um carro, mas não era um carro comum, era um super carro, do jeito que Sérgio sempre sonhava, bonito, veloz e com um bom arranque de partida e possante pois alcançava fácil os 250 Km em uma reta. Sérgio fazia daquele carro um deus tamanha era sua obsessão pelo veiculo, era seu Sonho de Consumo, queria andar pela estrada, usar o veiculo para atrair namoradas, passou a então a esquecer do amigo Cláudio que até tentava falar com Sérgio mas este queria apenas ficar exibindo seu carro e vivia correndo pelas ruas da Cidade. Sérgio já nem cuidava mais de si mesmo, era o único na cidade que tinha aquele modelo de carro e quando não estava a correr pelas ruas estava lustrando o carro.

Sérgio se sentia o tal com aquele Carro, sentia-se acima de tudo e de todos quando estava dentro de um carro.

Em um desses dias pela manhã Sérgio estava dando voltas de carro, resolveu testar se seu carro passava realmente dos 200km por Hora e passou dos limites de velocidade da via que eram de 60 km/h, pegou a maior rua reta que ficava no centro da cidade e começou a acelerar e para alcançar a velocidade total do veiculo começou a ultrapassar os sinais de trânsito em vermelho e já no final da reta ao desviar de uma pessoa que atravessava a rua, perdeu o controle da direção e subiu no passeio e pronto...

Sofreu um grave acidente e acordou tempos depois em um hospital e não lembrava mais de nada por ter batido a cabeça. Mas o pior ainda estava por vir, quando foi liberado do hospital já em casa foi que sua mãe lhe deu uma noticia ruim que jamais Sérgio esqueceria. Ao desviar da pessoa que atravessava a rua Sérgio subiu no passeio destruiu uma loja e naquela fatidiga manhã Cláudio tinha ido a padaria comprar pães para o café da manhã e quando o mesmo voltava da padaria e andava pelo passeio de pedestres um carro em alta velocidade subiu o passeio e o atingiu, ele chegou a olhar para trás mas já era tarde de mais, não havia mais tempo suficiente para correr e sair fora do carro desgovernado, não houve tempo para socorrê-lo, ele faleceu ali mesmo no local.

Sérgio quando soube da noticia ficou estático, não sabia o que dizer, pois acabara de saber que matou o próprio amigo que convivia como irmãos, naquele momento passou muita coisa pela cabeça de Sérgio, até o remoço porque depois que ganhou o carro novo havia abandonado o velho amigo, e só pensava naquele carro.

Agora havia perdido o Carro, as mulheres que rodeavam o mesmo por causa de carro e o amigo e irmão.

Você pode até achar essa estória um pouco dramática demais, mas a realidade é muito pior e dura para muitas famílias Brasileiras e estórias como essa que foi apenas um conto criado por mim, se transforam todos os dias em histórias e todos os anos 30 mil vidas se perdem no trânsito sem responsabilidade do Brasil, apoiado por leis que não são cumpridas graças a ministros interpretencionistas do nosso supremo tribunal, mas é como diz o titulo dessa estória “ SONHO DE CONSUMO”, Sérgio havia se esquecido do amigo, perdeu os valores éticos e morais, e acabou ocasionando um acidente que vitimou uma pessoa que fazia parte de sua vida.

Atualmente na nossa sociedade consumista, valores como a educação e amor ao próximo são coisas do passado, cujo o qual as pessoas que ainda preservam esses valores precisam resgatá-los, antes que o homem destrua-se por si próprio, e o momento que vivemos atualmente de anarquismo, individualismo e desrespeito as leis e ao próximo está nos levando para esse rumo sem volta, veja o exemplo da destruição das florestas, da camada de ozônio, a destruição dos recursos naturais não renováveis, tudo isso me leva a pensar numa destruição da humanidade pior que da era jurássica.

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