terça-feira, 14 de agosto de 2012

SAUDADES DOS VELHOS MESTRES


Atualmente faço um curso Técnico em Segurança do Trabalho, não tem nada haver com a área profissional que quero seguir que é a área de Transportes, onde já sou formado em Técnico em transportes e faço uma faculdade Tecnológica de logística. Sou um eterno apaixonado pelos meios de locomoção, mas é uma área profissional que para se atuar no Brasil tem que ter o Networking forte, não basta apenas ter a qualificação profissional e ter o entusiasmo que tenho ou ainda precisa-se ter a informação de onde está a vaga.

Bom; mas o assunto neste post não é a dificuldade de ingresso as vagas no setor de logística, mas sim a qualidade do ensino no Brasil e suas metodologias didáticas.

Quando estudei o ensino fundamental era uma época de ouro, até o quarto ano existia a figura da reprovação escolar, isso fazia com que os alunos tivessem o compromisso com os estudos para não ser reprovado, mas com a criação da escola plural o aluno só de frequentar a sala de aula era promovido e o desinteresse nos estudos aumentou.

No quarto ano do Ensino Fundamental na Escola Municipal Cônego Sequeira conheci a figura do Professor Paulo, uma pessoa sensacional, um educador na essência da palavra e também nesta mesma escola tive outros professores que possuiam didática e compromisso com a qualidade de ensino, também nessa mesma escola conheci os professores Ana maria de Geografia, Luciene de Ciências no Cefet conheci o Professor Prata e a Professora Silvia, todos grandes mestres da aprendizagem.

Abordo Hoje esse tema porque estando estudando de novo, fico revltado com o nível de ensino nas escolas. Antes eu achava que apenas a Escola pública tinha um ensino “porco”, de pouca qualidade, mas na atualidade a maioria das Escolas particulares, principalmente as Faculdades e Escolas Profissionalizantes, não levam o ensino a sério, na escola pública muitos profissionais se acomodam com a estabilidade, estão apenas na área por terem seus empregos garantidos e a carga horaria pequena, mesmo ainda que não sendo compensador o sálario e a escola particular as faculdades contratam qualquer um, olham apenas o curriculo profissional e as suas experiências, não fazendo teste de aptidão aos seus futuros profissionais e o que temos nas salas de aula, são professores sem metodologia didática, muitos se quer planejam suas aulas, pois dar aula é apenas um complemento a sua renda, a grande maioria trabalha em outros locais, fazendo com que sua profissão de professor muitas das vezes fique para último plano, lembro-me bem de um professor que tive na disciplina de topografia no primeiro módulo do meu curso de Transportes, ele chegava na sala de aula enchia o quadro de exercicios e não dava matéria nem explicações, as vezes dava um exercicio de exemplo e o resto nós tinhamos que resolver por conta própria, e quando questinado a dar explicações sobre a matéria o mesmo apenas dizia... “ se vira aí”, isso me causava irritação extrema e assim vejo situações semelhantes no curso de segurança do Trabalho hoje,prfessores que não planejam aula, saem distribuindo pontos aleatoriamente, inventam saidas repentinas pelo centro de BH, fica a ler slides ou apostilas, dão trabalhos e mais trabalhos, prejudicando assim o ensino por conta da falta de metodologia didática e de planejamento das aulas pelos mesmos.

Mas infelizmente os alunos adoram esse tipo de profissional, que deixa a revelia e faz papel de amigo da turma na PUC MINAS tão fala e renomada faculdade em virtude de sua fama de ensino de qualidade pude ver professor que na sexta-feira saia com alunos da turma para beber e quando chegava em sala fazia maior papel de professor legal, distribuia todos os seus pontos da disciplina em Trabalhos.

Com a falta de estrutura, salários baixos, professores fingem que ensinam e alunos fingem que aprendem, pois a maioria quer apenas o canudo, é por isso que em todas áreas profissinais nesse país vemos erros absurdos e problemas como falta de ética profissional, pois disciplinas como ética e filosofia são as mais desvalorizadas pelos estudantes que acham esse tipo de matéria chata e irrelevante para sua área de atuação.

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