Sempre fui uma pessoa idealista, nasci em uma sociedade onde a riqueza de toda uma nação se concentrava nas mãos de 5% e desses 5% apenas 0,0001% é que realmente mereciam a posição social e financeira que tinha o restante conquistou isso na base da herança de modelos dominadores, influências politicas e familiares.
Para os mais pobres a única opção lícita de alcançar o sucesso é conquistando as coisas através dos estudos, a grande questão é que o ensino no país é uma vergonha, a tal constituição anárquica de 88 estabeleceu reservas legais de verbas a união, estados e municípios em seus orçamentos apenas para investimento em educação, mas acontece que todas as verbas distribuídos entre as esferas de governo no Brasil vão para um caixa único e isso faz com que o dinheiro reservado a educação nos orçamentos não sejam investidos em sua totalidade na educação, já assisti reportagens de prefeituras do interior que foi feita compra de cachaça e organização de festas com dinheiro do fundo de educação, em todos os estados da federação a casos de desvio de verba e corrupção que jamais serão punidos de forma exemplar pelo sistema de injustiça brasileiro.
Para muita coisa melhorar é somente os órgãos sociais se mobilizando, a participação popular e o voto consciente é fundamental para acabar com as mazelas do Brasil.
Colocar Tiririca na comissão de educação da câmara federal é apenas uma das coisas inaceitáveis que nossa população despolitizada deixa acontecer livremente.
Com objetivo de lutar pela melhoria da educação e buscar ter qualidade na minha escola que sempre quis entrar no movimento estudantil.
Em 1999 a então diretora da escola municipal cônego sequeira senhora Lucimar prestou um grande serviço aos alunos da escola ao levar para as salas de aula o movimento, para montar o movimento estudantil na escola ela levou o então militante do PSTU Geraldo (batata) para criar o Grêmio na escola e foi criada uma chapa única enorme com mais de 20 alunos. Era o inicio da minha vida no Grêmio estudantil, com o tempo fomos tomando pernas sozinho, como muitos alunos não iam em todas as reuniões, não participavam passei a tomar a frente, eu ia nas reuniões da UMES/BH, fóruns, participava de reuniões no PSTU, conseguia material para divulgação do Grêmio, elaborava o Material institucional e fazia reuniões de politização dos colegas de escola, organizava eventos, excursões, mobilizava alunos na passeata do passe livre, levava o desejo dos alunos a diretoria, montei na escola o Cine Grêmio para arrecadar recursos e mesmo após o afastamento do Geraldo da vida política dos estudantes da escola continuei levando a mobilização a frente, fui eleito outras duas vezes como presidente do Grêmio do Cônego e ajudei a expandir a ideia da mobilização estudantil em toda a região barreiro em BH, ajudei montar o Grêmio em outras 15 escolas, dava palestras de como gerenciar os novos grêmios aos estudantes de cada escola.
Mas o movimento se enfraqueceu em 2001 no Cônego foi quando a militante Rosângela do PT decidiu dar uma mão na formação do Grêmio, através dela pela primeira vez consegui entrar em uma chapa de eleição da UMES/BH mesmo sendo suplente de secretário foi algo inimaginável para mim, foi em uma festa nesse ano no clube dos Engenheiros da Sudecap no barreiro que conheci Fernando Pimentel que um dia seria prefeito de BH e depois nunca mais eu veria.
Depois que sai do Cônego Sequeira estudei no colégio estadual Domingas na Mesma região onde participei das eleições do Grêmio e também ganhei e também participei das eleições do Grêmio no Cefet/MG onde também nossa chapa ganhou, com isso militei por mais de 08 anos seguidos no movimento estudantil, o que foi muito importante para mim, me enriqueceu politicamente, conheci muita gente e ajudei de alguma forma no processo democrático político de nossa sociedade arcaica e inativa.
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