Faleceu em Fevereiro a pessoa mais importante da minha vida,
minha mãe, avó e meu tudo Dona Jovina Justina da Silva, essa merecia sim o nome
estampado em uma placa de rua na cidade, afinal numa época de muita pobreza
cuidou dos filhos e netos, em especial a mim, que apesar das palavras fortes
que ela proclamava a mim quando eu fazia algo de errado, eu sei que aquilo era
só em momentos de raiva, ela deixava de comprar coisas para si para me ajudar,
foi a principal incentivadora nos meus estudos, e conselheira para com que eu
nunca fizesse amizade com pessoas erradas e seguisse os maus caminhos e hoje se
sou o homem honesto, trabalhador e lutador que sou é graças a ela, e por isso o
dia de sua morte foi o mais sofrido da minha vida, vivo em minha mente a todo
momento tendo lembranças delas, sinto um forte vazio e tristeza em meu coração
por não ter comprado uma casa e trago ela para morar comigo, pois abandonada
pelos filhos e netos em um azilo em contagem, aliás um péssimo azilo, nas
visitas que eu fazia a ela triste e debilitada ela dizia “eu quero morar com
você anda” “andas” era a maneira carinhosa que ela me chamava já que não
conseguia pronunciar o nome Anderson.
Lutadora, criou os filhos com poucos merréis, em uma época
que agua encanada ainda era luxo lavava roupa em bicas e beiras de rios, como
ainda não existia maquinas de lavar e tanquinho as madames contratavam
lavadeiras para lavar suas pilhas de roupa suja e minha avó andava quilômetros
e mais quilômetros com trouxas enormes de roupas na cabeça, que pesavam e doíam
sua coluna, quando não era isso ia para sítios e lotes com meu avô fazer
capinas, ou recolhia pilhas de madeiras e esterco para vender, assim comprava o
que podia para nos alimentar, foram anos de sofrimento que sei valorizar, dou
muito valor ao que aquela velhinha fez por mim, e assim sendo queria que ela
tivesse tido um fim honroso, longe do abandono que teve, pois sei que ela queria
muito ter os filhos e a família por perto, mas ela tinha uma personalidade
forte e exigente assim como eu, e meus tios não tinham paciência com ela assim
como não tiveram comigo, até entendo eles terem me deixado na rua da amargura
quando meu tio Djalma vendeu minha casa, mas esperava que eles pudessem ter o
mesmo respeito e amor que eu tinha por ela, já que ela era mãe deles, mas lá se
foi a única pessoa que em toda a vida se preocupava comigo, minha esposa não tem
nem de longe a mesma preocupação que minha avó tinha e assim me sinto hoje
sozinho no mundo um pouco desesperançoso da vida.
Lendo tuas lembranças, chorei, de ver o quanto tu és abandonado, deixado para lá, até um pouco desprezado, mas tu pedistes Anderson, tu pedistes para conviver com aqueles a quem tu fizestes algum desgosto, em vidas passadas, se não acreditas em mim, vai a um Centro Espírita Kardecista, e assistas a uma palestra, quem sabe o orador não fala em algum dos teus grandes problemas de vida.?
ResponderExcluirComigo foi assim, no inicio tambem ouvi coisas que coincidentemente eram iguais aos meus problemas.
Tivestes um anjo da guarda em tua vida, tua avó Jovina, ela foi sem dúvida, o teu porto seguro, aquela em que tu confiastes os teus desgostos, as tuas alegrias, tua avó foi o teu sustentáculo. Ora por seuespírito.
Lendo tuas lembranças, chorei, de ver o quanto tu és abandonado, deixado para lá, até um pouco desprezado, mas tu pedistes Anderson, tu pedistes para conviver com aqueles a quem tu fizestes algum desgosto, em vidas passadas, se não acreditas em mim, vai a um Centro Espírita Kardecista, e assistas a uma palestra, quem sabe o orador não fala em algum dos teus grandes problemas de vida.?
ResponderExcluirComigo foi assim, no inicio tambem ouvi coisas que coincidentemente eram iguais aos meus problemas.
Tivestes um anjo da guarda em tua vida, tua avó Jovina, ela foi sem dúvida, o teu porto seguro, aquela em que tu confiastes os teus desgostos, as tuas alegrias, tua avó foi o teu sustentáculo. Ora por seuespírito.