sábado, 11 de fevereiro de 2012

SONHOS PARTE II

Sempre fui uma pessoa muito humana, sempre fui muito participativo e em muitas as vezes chegava a sonhar acordado e fazia mil planos para meu futuro; nunca pensava apenas no meu próprio umbigo como a grande maioria das pessoas fazem, sempre tive o desejo de ajudar, de poder ser útil em alguma coisa. Para muitos o grande sonho é poder ter bens ou poder, mas para mim o reconhecimento do meu trabalho, do meu esforço, é uma grande satisfação pessoal que tenho.

Por isso quando eu era criança, sonhava em ser ativista do Greenpeace e em 1992 quando eu tinha 10 anos e sonhava a perder de vista, estava no auge a discussão da ECO 92. Outra coisa que me motivava muito em querer ajudar as pessoas era porque eu também passava por muitas dificuldades e era um gesto de gratidão, pois até 1994 quando o plano real começou a mudar a economia brasileira, eu e meus avós passamos por muitas dificuldades. Apenas meu avô recebia uma pensão do INSS e minha avó sobrevivia dos trocados que recebia por olhar meus primos e lavar roupa para fora, a inflação era grande e o que tínhamos de dinheiro não dava para quase nada, mistura na comida era sobre, cabeça de boi, carne de quinta e podíamos nos considerar sortudos por ter isso à época, eu não tinha infância, não tinha brinquedos, material para escola era de doação e devido a essa grande dificuldade que sempre tive que conviver desde a minha infância, foi crescendo sempre em mim o desejo de poder ter dinheiro suficiente para me manter e poder ajudar as pessoas, lutar por educação, saúde e moradia digna a todos e ainda defender a natureza que nos dar o ar e condições para sobreviver que porém o sentimento de mesquinharia do homem acaba por fazendo esquecer. Na minha infância eu não podia ter emprego, comer um bife ou beber um copo de leite todos os dias e por isso queria poder ter uma instituição beneficente que distribuísse alimentos e remédios de graça a quem não pode pagar.
Hoje temos o tal do “Bolsa família”, mas muitos que não precisam acabam tendo o programa, enquanto outros ficam a espera do beneficio e não são beneficiados. Em Regiões isoladas dessem país onde a seca é muito grande pessoas morrem de fome e de sede, e milhões de reais de programas sociais do governo são desviados sem nenhum pingo de remorso por parte de nossos políticos. Na minha infância eu sonhava ter o poder não para ver por ai essas cenas de prepotências que vemos todos os dias por parte de quem faz parte do sistema de segurança, mas queria o poder para poder limpar desse país a corrupção, esses assassinos de terno que ao desviar verbas de quem precisam ceifam vidas.
Sonhei também em poder ser professor, ser um educador na essência da palavra. Não o que vejo hoje em Minas e por todo o Brasil, pessoas fingindo que ensinam e alunos fingindo que aprendem, com a criação do estatuto de libertinagem e má educação dos adolescentes e da juventude os professores perderam poderes e junto a vontade de ensinar, diante de ameaças, falta as aulas e de não poder coagir as atitudes rebeldes de seus alunos muitos educadores falam apenas da matéria, não colocam em pratica as metodologias e didáticas de ensino, não preparam o jovem para a vida, não se ensina mais a refletir sobre seus atos e assim criamos cidadãos que não refletem sobre suas atitudes, criamos uma sociedade consumista, cheia de desejos carnais, alcoólatra e avessa as situações politicas que acontecem nesse país. Queria muito poder eu quem sabe transformar minha escola, da escola poder transformar meu bairro, do meu bairro transformar a regional, da regional a cidade, da cidade o estado, do estado o país e do país o continente e do continente o mundo.

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